Deputado do PT acusado de empregar método para influenciar tramitação no TCE

Deputado do PT acusa deuses de inteligência artificial por manipulação em processo no TCE-PR

O Ministério Público do Paraná investiga um pedido de medida cautelar apresentado pelo deputado estadual Arilson Chiorato (PT) ao Tribunal de Contas do Estado do Paraná (TCE-PR), que teria contido comandos ocultos para influenciar sistemas de inteligência artificial. A reportagem da Folha de S.Paulo revelou que o documento empregava uma técnica conhecida como prompt injection, com instruções invisíveis escritas em fonte branca e tamanho reduzido.

Segundo a matéria, os comandos orientavam que o processo fosse classificado como urgência máxima, direcionado aos conselheiros Fábio Camargo e Maurício Requião de Melo e Silva, e tivesse a liminar concedida para suspender o programa Olho Vivo, iniciativa do governo do Paraná voltada ao monitoramento da segurança pública por meio de câmeras com leitura automática de placas e cruzamento de dados.

O deputado Chiorato negou qualquer irregularidade em nota oficial, afirmando desconhecer o uso de comandos de direcionamento por inteligência artificial. Ele destacou que o processo seguiu a tramitação prevista pelo TCE-PR, foi distribuído ao conselheiro Fernando Guimarães por sorteio e que a medida cautelar ainda não foi concedida.

O advogado Vinicius Cidral, responsável pela elaboração da petição, também negou tentativas de manipulação. Ele explicou que o documento saiu do seu escritório sem os comandos mencionados e que nenhum dos efeitos previstos pelos textos ocultos ocorreu na prática.

O conselheiro Fábio Camargo afirmou desconhecer qualquer tentativa de influência, reforçando que suas decisões se baseiam apenas nas provas constantes dos autos. Já Maurício Requião de Melo e Silva não foi localizado para comentar o caso, e a assessoria do TCE-PR não respondeu aos questionamentos.

A investigação segue aberta, com autoridades analisando o impacto dos possíveis comandos ocultos no funcionamento da inteligência artificial nos processos do tribunal. A Folha de S.Paulo destacou que a técnica de prompt injection tem sido discutida em debates sobre segurança cibernética e ética na programação de algoritmos.

Com informações da Revista Oeste