“Vivemos o pior momento da seleção brasileira”; Rizek comenta
O Brasil encerra sua participação na Copa do Mundo de 2026 com um desempenho que não correspondeu às expectativas. Além do resultado final, a Seleção também teve dificuldades com o rendimento de alguns dos seus principais nomes.
Apesar da campanha ruim, houve jogadores que se destacaram no torneio. O ge analisa os nomes que brilharam e aqueles que decepcionaram durante os cinco jogos disputados pelo Brasil.
Derrota Brasil 1 x 2 Noruega — Foto:
Quem decepcionou
- Endrick
Endrick perde uma chance em Brasil x Noruega — Foto:
Endrick, que entrou no elenco após a estreia contra Marrocos, teve momentos de destaque, mas não correspondeu ao potencial esperado. Em jogos contra Haiti e Escócia, ele foi discreto. Contra o Japão, movimentou-se bem, porém criou pouco. O pior momento veio contra a Noruega, quando desperdiçou uma oportunidade clara de abrir o placar.
- Raphinha
Raphinha, na chegada do Brasil para jogo com Noruega para partida das oitavas de final da Seleção na Copa do Mundo — Foto: Angela Weiss/
Raphinha, um dos principais nomes da equipe, teve desempenho abaixo do esperado. Na estreia contra Marrocos, foi discreto e perdeu uma chance importante contra o Haiti. Mesmo após tratamento para recuperação física, não pôde atuar contra a Noruega.
- Casemiro
Casemiro antes de Brasil x Noruega — Foto: /Caean Couto
Casemiro, apesar do gol contra o Japão, teve uma Copa abaixo do esperado. Na estreia, foi amarelado e substituído no intervalo. Em jogos posteriores, mostrou melhor desempenho, mas não conseguiu se sustentar.
- Neymar
Neymar na derrota do Brasil para a Noruega — Foto:
Neymar, que chegou à Copa machucado, teve pouco tempo de atuação. Contra o Japão, não saiu do banco, apesar da necessidade ofensiva da equipe. Em sua única partida, disputou 34 minutos e esteve discreto.
- Ancelotti
Carlo Ancelotti em Brasil x Noruega — Foto: Odd Andersen/
Carlo Ancelotti, apesar das dificuldades com lesões e desfalques, não conseguiu superar os desafios do torneio. Sua passagem pela Copa não foi marcada por grandes avanços para a Seleção.
Seleção enfrenta desafios e destaca nomes que se sobressaíram na Copa
A campanha da Seleção Brasileira na Copa do Mundo tem sido marcada por escolhas equivocadas, como a inclusão de Ibãnez e Igor Thiago no elenco inicial. Apesar de terem sido titulares na estreia, os jogadores não conseguiram manter espaço nas escalações subsequentes, evidenciando dificuldades na busca por alternativas ofensivas.
O desgaste físico e a falta de opções para atuar em transição revelaram falhas no planejamento tático. Contra a Noruega, o time foi exposto após as substituições estratégicas do técnico, resultando em uma derrota que impactou diretamente a trajetória da equipe.
Quem se salvou
- Matheus Cunha
- Vini Jr
- Douglas Santos
- Rayan
- Bruno Guimarães
Matheus Cunha comemora gol sobre a Escócia — Foto: Amanda Perobelli/
Matheus Cunha, que assumiu a camisa 9 com responsabilidade, se consolidou como referência no ataque. Saindo do banco de reservas, o jogador não deixou mais espaço para ninguém e marcou três gols (dois contra o Haiti e um contra a Escócia), além de contribuir na construção das jogadas.
No entanto, contra a Noruega, o atacante sofreu pênalti no primeiro tempo, evidenciando uma fase menos inspiradora. Mesmo assim, sua atuação foi fundamental para manter a campanha do Brasil em pé.
Vini Jr em ação em Brasil x Noruega — Foto: Vincent Carchietta/
Vini Jr. emergiu como um dos protagonistas da equipe, demonstrando a habilidade que o tornou alvo de grandes expectativas. Seu gol contra o Marrocos foi decisivo para o empate e, posteriormente, marcou contra Haiti e Escócia (duas vezes), além de quase marcar um golaço no jogo contra o Japão.
Apesar da redução de participação contra a Noruega, o jogador foi responsável por uma assistência crucial para a chance desperdiçada por Endrick no segundo tempo, mantendo sua relevância na campanha.
Erling Haaland e Douglas Santos em Brasil x Noruega — Foto: /Mike Segar
Douglas Santos superou as desconfianças iniciais e se firmou como uma das peças-chave da defesa. Com atuação sólida, especialmente no aspecto defensivo, o jogador conquistou a posição de lateral-esquerdo ao superar Alex Sandro.
Sua contribuição na marcação e na pressão sobre os adversários foi essencial para manter a equilíbrio do time em diferentes momentos da competição.
Rayan em Brasil x Noruega — Foto: Caean Couto/
Rayan, escolhido para substituir Raphinha, impressionou com sua personalidade e desempenho. Aos 19 anos, o jovem jogador se destacou pelo trabalho sem bola, ajudando a pressionar os adversários e voltando constantemente para marcar.
Seu empenho foi fundamental no primeiro gol contra a Escócia, que surgiu justamente de uma dessas pressões. Apesar da falta de gols e coragem em jogadas individuais, Rayan saiu com um saldo positivo da Copa.
Ancelotti e Bruno Guimarães em Brasil 1 x 2 Noruega — Foto:
Bruno Guimarães, apesar do pênalti perdido contra a Noruega, consolidou-se como um dos principais jogadores da equipe. Com quatro assistências nos primeiros quatro jogos do torneio, o meio-campista comandou o setor com eficiência e atuou de forma decisiva na marcação.
Sua liderança no campo e capacidade de organização garantiram sua posição de destaque, sendo considerado um dos líderes do grupo para o próximo ciclo da Copa do Mundo.


