PT defende senador investigado no inquérito do Banco Master
O presidente nacional do PT, Edinho Silva, reforçou seu apoio ao senador Jaques Wagner (PT-BA), que está sob investigação da Polícia Federal (PF) por suposta atuação em favor do Banco Master. Durante o lançamento do programa Comitês Populares de Luta, em Salvador, Edinho destacou Wagner como um líder de referência para o partido e disse confiar na inocência do parlamentar.
A investigação da PF apura se Wagner atuou no Congresso Nacional em temas relacionados ao Banco Master, incluindo a venda do banco ao BRB e questões sobre o Fundo Garantidor de Créditos (FGC). As autoridades também analisam se o senador recebeu benefícios, como viagens em aviões particulares, ingressos para eventos e um apartamento na capital baiana.
“Quem aqui já achou que foi injustiçado? Mas o tempo é o senhor da razão”, afirmou Edinho ao público. “Quem vai mostrar a justiça ou a injustiça é a interpretação de Deus. Wagner é um homem de dignidade, e isso inspira nossos companheiros em todo o país.”
O senador nega qualquer irregularidade e ressalta que não foi formalmente denunciado pelo Ministério Público. Ele afirma manter apenas relações institucionais com os envolvidos no caso.
Investigação apura intermediação de Wagner
As investigações da PF se baseiam em mensagens extraídas do celular de Augusto Lima, ex-sócio de Daniel Vorcaro. O material sugere que Wagner teria atuado como um “interlocutor relevante” do Banco Master em discussões sobre crédito consignado e operações com o FGC.
Desde a nona fase da Operação Compliance Zero, iniciada em 18 de junho, Wagner é investigado. Edinho reforçou que o senador é um “depositário” da confiança do PT e espera que ele demonstre sua inocência nos próximos passos.
Jaques Wagner deixou a liderança do governo no Senado em 24 de junho, após acordo com Lula. Desde então, o parlamentar se dedica à defesa pessoal e às campanhas de Lula, do governador Jerônimo Rodrigues (PT) e ao pleito por um novo mandato.
Com informações da Revista Oeste


