Eduardo critica Moraes e afirma que Bolsonaro é mantido em cativeiro

STF restringe visitas a Bolsonaro e filhos criticam medida

O ex-deputado federal Eduardo Bolsonaro (PL-SP) manifestou forte descontentamento com a decisão do ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), que limitou as visitas ao ex-presidente Jair Bolsonaro durante a prisão domiciliar. A proibição inclui encontros com finalidade político-eleitoral até o fim das eleições de 2026.

Segundo Moraes, a medida foi tomada após o senador Flávio Bolsonaro (RJ), pré-candidato do PL à Presidência, ler uma carta escrita pelo pai em apoio à sua campanha. O ministro considerou que a ação viola as restrições impostas ao ex-presidente, que foi condenado pela suposta tentativa de golpe de Estado.

“Meu pai não está numa prisão domiciliar, meu pai está num cativeiro”, afirmou Eduardo Bolsonaro em postagem no X (anteriormente Twitter), criticando a decisão judicial. O filho do ex-presidente também associou a medida ao atentado de Adélio Bispo de Oliveira, que quase matou Jair Bolsonaro em 2018.

Meu pai não está numa prisão domiciliar, meu pai está num cativeiro.

— Eduardo Bolsonaro🇧🇷 (@BolsonaroSP) July 18, 2026

Em outra publicação, Eduardo destacou que a Constituição prevê limites mesmo em situações excepcionais como o estado de defesa. “Lembrando que uma das hipóteses de aplicação do estado de defesa é justamente risco às instituições (democracia)”, escreveu.

Não que seja relevante atualmente, mas a constituição diz que mesmo numa situação grave como o estado de defesa, ainda assim, é proibido deixar o preso incomunicável.
Lembrando que uma das hipótese de aplicação do estado de defesa é justamente risco às instituições (democracia). pic.twitter.com/OqpNef9oWT

— Eduardo Bolsonaro🇧🇷 (@BolsonaroSP) July 18, 2026

De acordo com Moraes, a prisão domiciliar de Bolsonaro não pode “acarretar odiosos privilégios contrários à legislação e autorizar flagrante desobediência às decisões judiciais, inclusive por seus advogados”. O ministro também vetou a visita do presidente da Argentina, Javier Milei, considerado aliado político de Jair Bolsonaro.

“O direcionamento da carta – escrita e assinada de próprio punho por Jair Messias Bolsonaro – foi ‘aos brasileiros’, demonstrando sua natureza não particular e sua finalidade político-eleitoral com exposição ao público em geral, utilizando Flávio Nantes Bolsonaro como intermediário, ou nas suas próprias palavras, como seu ‘porta-voz’”, afirmou o ministro do STF.

Moraes ressaltou que a alegação de incomunicabilidade é “patética”, já que Jair Bolsonaro convive diariamente com sua família. A decisão judicial ocorre em meio a debates sobre a legalidade das restrições impostas ao ex-presidente.



Com informações da Revista Oeste