Pesquisa eleitoral revela divisão de audiências entre Lula e Flávio Bolsonaro
Uma nova pesquisa Genial/Quaest, divulgada na quarta-feira (15), mostra diferenças marcantes no comportamento de eleitores de Luiz Inácio Lula da Silva (PT) e do senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ). Os dados destacam preferências divergentes por canais de informação, com Lula liderando em emissoras de rádio e TV, enquanto Flávio conquista apoio entre usuários de redes sociais.
Tevê e rádio: Lula lidera com folga
No segmento de eleitores que priorizam a televisão como fonte de informação, 51% indicam intenção de voto em Lula, contra 21% para Flávio. O ex-governador Ronaldo Caiado (PSD) aparece com 5% das preferências, enquanto 17% da amostra ainda está indecisa ou considera votar em branco.
Na audiência de rádio, a vantagem de Lula é ainda mais ampla: 52% dos entrevistados afirmam apoiá-lo, contra apenas 11% para Flávio. O ex-governador Romeu Zema (Novo) alcança 10%, e Renan Santos (Missão), 6%. A parcela de indecisos, nulos ou brancos soma 16%.
Redes sociais: Flávio Bolsonaro assume a frente
Entre os eleitores que buscam informações principalmente nas redes sociais, Flávio lidera com 35% das intenções de voto, seguido por Lula (33%). Caiado e Renan Santos aparecem com 5% e 3%, respectivamente. Zema também alcança 3%. Indecisos e eleitores que pretendem votar em branco ou anular somam 17%.
Canais digitais: Lula mantém vantagem
No grupo de eleitores que se informa por meio de sites, portais e blogs, Lula lidera com 34%, contra 31% de Flávio. Renan Santos aparece com 8%, à frente de Caiado (4%) e Zema (3%). A parcela de indecisos, brancos ou nulos chega a 16%.
Eleitores desinformados: alta taxa de abstencionalismo
Dentre os eleitores que não se informam por meio de canais tradicionais, Lula tem 27% das intenções, ante 17% de Flávio. Nesse grupo, 46% dos entrevistados consideram votar em branco ou nulo – proporção similar à soma dos apoios a Lula e Flávio.
A pesquisa Genial/Quaest, conduzida com rigor metodológico, reforça a polarização eleitoral no cenário atual. As preferências por meios de comunicação refletem não apenas hábitos, mas também estratégias de campanha e percepções sobre a confiabilidade das fontes.
Com informações da Revista Oeste


