Rebeca Ramagem pede licença para concorrer a eleições nos EUA

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Rebeca Ramagem pede licença para concorrer nas eleições e mora na Flórida desde 2025

A procuradora do Estado de Roraima Rebeca Ramagem, esposa do ex-diretor da Agência Brasileira de Inteligência (Abin) Alexandre Ramagem, solicitou licença do cargo em 15 de junho para disputar eleições municipais deste ano. O documento não especifica o cargo que pretende concorrer, mas menciona sua filiação ao Partido Liberal (PL) desde março de 2022.

Rebeca reside na Flórida desde dezembro de 2025, onde se identifica publicamente como “exilada política”. Sua mudança ocorreu após a condenação do marido, ex-deputado federal e ex-diretor da Abin, a 16 anos de prisão por participação em uma suposta tentativa de golpe. Alexandre Ramagem deixou o Brasil clandestinamente, segundo informações da Polícia Federal.

De acordo com um despacho do Departamento de Recursos Humanos da Procuradoria-Geral do Estado (PGE-RR), Rebeca está “quite com a Justiça Eleitoral” e não possui condenações criminais transitadas em julgado. No entanto, seu salário foi suspenso desde dezembro de 2025 por decisão do Supremo Tribunal Federal (STF).

Contexto legal e candidatura

O ministro Alexandre de Moraes, do STF, expediu em novembro um mandado de prisão contra Alexandre Ramagem. O ex-diretor da Abin foi condenado por sua ligação com uma suposta tentativa de golpe, processo no qual também participou o ex-presidente Jair Bolsonaro.

Presidente do PL no Rio de Janeiro, Bruno Bonetti, disse à O Globo que Rebeca pode ser lançada como candidata à Câmara dos Deputados. “Ela é um nome excepcional para se colocar na condição de pré-candidato”, afirmou.

No entanto, a viabilidade jurídica da candidatura ainda precisa ser avaliada, especialmente diante do histórico legal de Alexandre Ramagem. Rebeca acumulou licenças e férias desde sua mudança para os Estados Unidos, ficando mais de sete meses sem exercer funções na PGE-RR.

Detalhes sobre a carreira e remuneração

Dados do Portal da Transparência indicam que Rebeca recebeu cerca de R$ 46 mil mensais em 2025. Atualmente, ela usufrui de uma licença-prêmio por assiduidade concedida em março de 2026, que encerra-se em 7 de julho.

Desde 2020, Rebeca está lotada na Coordenadoria da Procuradoria-Geral do Estado em Brasília, responsável por acompanhar ações nos tribunais superiores. A PGE-RR confirmou que sua licença-prêmio encerra no dia 7 de julho, conforme portaria interna.

Com informações da Revista Oeste