Ex-chanceler elogia atuação internacional de Flávio

Ex-chanceler elogia atuação internacional de Flávio
Arte: Boa Informação

Eleição presidencial no Brasil atrai olhar internacional, segundo ex-ministro Ernesto Araújo

O ex-ministro das Relações Exteriores, Ernesto Araújo, afirmou publicamente que a eleição presidencial brasileira de 2026 terá repercussão global, destacando o crescente entrelaçamento entre política interna e externa. Em um post no X, o ex-chanceler ressaltou que “a barreira entre política externa e política interna caiu”, indicando que a disputa eleitoral se transformará em um campo de influência geopolítica.

Segundo Araújo, o Brasil pode se alinhar ao que chamou de “mundo livre” ou ao “bloco totalitário”, dependendo do resultado da eleição. Ele associou Flávio Bolsonaro ao primeiro grupo e Lula ao segundo, destacando a influência internacional do senador e as tensões diplomáticas envolvendo o governo brasileiro.

Intervenções internacionais e impacto geopolítico

O ex-ministro citou como exemplo o apoio do presidente argentino Javier Milei ao pré-candidato Flávio Bolsonaro, durante a convenção nacional do PL em 25 de julho. Além disso, destacou os atritos entre os governos de Lula e Donald Trump, que resultaram na imposição de novas tarifas sobre produtos brasileiros.

Araújo enfatizou que a eleição brasileira será observada internacionalmente devido ao peso geopolítico do país. “Queira-se ou não, a eleição brasileira será travada diante do mundo, dentro de uma disputa de poder mundial”, afirmou.

O ex-chanceler destacou que o apoio internacional de Flávio Bolsonaro é um dos principais fatores de sua pré-candidatura. “Sua capacidade de articular-se com figuras como Trump e Milei, posicionando-se como candidato do mundo livre, é a principal força de seu nome na disputa”, declarou.

Tensões com os EUA e apoio de Milei

As declarações de Araújo ocorrem em meio a uma escalada nas relações entre Brasil e Estados Unidos. A administração norte-americana anunciou uma nova tarifa adicional de 12,5% sobre produtos brasileiros, acusando o país de não combater adequadamente a importação de mercadorias produzidas com trabalho forçado.

O Representante de Comércio dos Estados Unidos, Jamieson Greer, justificou a medida como uma forma de corrigir “o que é, ao mesmo tempo, um abuso de direitos humanos e uma prática comercial que distorce o mercado”.

Conforme venho apontando, a barreira entre política externa e política interna caiu. O processo político se internacionalizou. O discurso de Milei na Convenção do PL e os desentendimentos recentes entre os governos Lula e Trump são expressão de tal cenário, que se tornou…

— Ernesto Araújo (@ernestofaraujo) July 26, 2026

Na convenção do PL em São Paulo, Javier Milei expressou apoio incondicional a Flávio Bolsonaro. “Creio que somente Flávio pode parar Lula e trazer mudança”, afirmou o presidente argentino, ao mesmo tempo em que criticou o Foro de São Paulo como uma “rede transnacional do socialismo”.

Com informações da Revista Oeste