Filme de Netflix sobre Elize Matsunaga alcança topo internacional

Elize Matsunaga volta à mídia com novo filme e questionamentos sobre compensação

A vida de Elize Matsunaga, que está cumprindo pena em regime aberto desde 2023, voltou a ser tema de debate após o lançamento do longa-metragem ‘Elize: Sombras de uma Mulher’. A produção também se conecta à série ‘Tremembé’, exibida em 2025, que revelou detalhes sobre a vida na prisão da ex-funcionária do empresário Marcos Matsunaga e outras celebridades.

O filme estrelado por Lorena Comparato retrata uma versão fictícia do histórico de Elize, desde a infância até os eventos que levaram ao assassinato de seu ex-marido em 2012, crime pelo qual ela foi condenada. A obra não se limita à narrativa jurídica, mas explora o impacto emocional e social da trajetória da personagem.

Entre os questionamentos que cercam a produção está a possibilidade de Elize ter recebido remuneração pela exibição da história em sua vida. A resposta, segundo especialistas, depende da legislação nacional e do tipo de conteúdo adaptado.

De acordo com o portal Metrópoles, a Justiça brasileira não permite que condenados obtenham lucro financeiro diretamente de crimes cometidos. Isso inclui adaptações artísticas baseadas em fatos públicos, que não exigem autorização ou pagamento à pessoa retratada.

Até o momento, não há registros oficiais de que Elize tenha recebido valores da Netflix pelo filme. A produção foi desenvolvida com a participação de Lorena Comparato e sua equipe, sem envolvimento direto da ex-presidiária. A empresa também não respondeu a perguntas sobre o tema.

Esse não é o primeiro momento em que a questão surge. Em 2021, após a estreia da série documental ‘Elize Matsunaga: Era Uma Vez um Crime’, houve especulações de que ela teria recebido compensação por depoimentos exclusivos.

Segundo a jornalista Thaís Nunes, responsável pelo projeto, e os produtores, nenhuma das pessoas entrevistadas foi remunerada. As negociações para o documentário duraram aproximadamente 18 meses, com foco em capturar o relato de Elize para sua filha.

Segundo a equipe da série, a principal motivação da ex-presidiária para gravar 21 horas de depoimentos foi registrar sua versão dos fatos e deixar um legado para a criança com quem não mantém contato desde o crime.