Senador Flávio Bolsonaro critica diretor da PF e acusa imprensa de perseguição
O senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ), pré-candidato à Presidência da República, criticou publicamente o diretor-geral da Polícia Federal (PF), Andrei Rodrigues, durante uma transmissão ao vivo no YouTube nesta quinta-feira, 23 de abril. Em seu discurso, o parlamentar acusou Rodrigues de ser um “instrumento do governo Lula”, afirmando que a instituição perdeu sua autonomia sob a gestão atual.
“O que ocorreu desde o início do governo Lula é algo inédito na história do Brasil. A PF, que deveria agir com independência, hoje está subordinada a interesses políticos”, afirmou Bolsonaro. O senador destacou que suas críticas não se direcionam aos policiais federais, mas sim à liderança da corporação.
Além disso, Flávio Bolsonaro denunciou uma suposta campanha de perseguição contra ele e seu pai, o ex-presidente Jair Bolsonaro. O parlamentar alega que a imprensa e setores políticos estão construindo uma narrativa negativa sem comprovações.
“A perseguição é desproporcional. Cada vez que sou acusado de algo, não tenho nada para explicar, mas a mídia me julga e me condena sem provas”, afirmou. O senador reforçou que não está sendo investigado por nenhuma autoridade.
Controvérsia sobre notas fiscais do escritório
O pré-candidato também comentou uma reportagem do portal Metrópoles que mencionava duas notas fiscais emitidas pelo seu escritório de advocacia para a Copenhagen Consultoria, empresa ligada ao ex-dono do Banco Master, Daniel Vorcaro. Segundo o artigo, os documentos teriam um valor total de R$ 1 milhão.
Bolsonaro negou qualquer irregularidade e afirmou que não prestou serviço à empresa mencionada, tampouco recebeu os valores citados. “Sou acusado de recusar trabalhar com uma empresa associada ao Vorcaro, mas quem realmente beneficia-se de recursos públicos é ignorado pela mídia”, disse.
O senador destacou que a divulgação das notas fiscais viola o sigilo do escritório. Ele argumentou que os documentos deveriam permanecer restritos ao ambiente profissional ou a órgãos governamentais, sem acesso público.
As declarações ocorrem em meio a debates sobre o papel da PF e a transparência de informações relacionadas a figuras políticas. O caso reforça as tensões entre autoridades e a imprensa no cenário eleitoral atual.
Com informações da Revista Oeste


