Nova cobrança de tarifas dos EUA afeta exportações brasileiras e gera críticas
Na quarta-feira, 22 de julho de 2026, entrou em vigor uma nova política comercial dos Estados Unidos que adiciona uma taxa de 25% sobre diversas importações brasileiras. A medida pode impactar negativamente as exportações do país, com previsões de perdas potenciais de até US$ 11 bilhões no mercado norte-americano.
O senador Flávio Bolsonaro (RJ), pré-candidato à Presidência pela legenda PL, expressou sua insatisfação com o governo federal. Em uma publicação em sua conta oficial no X, ele atribuiu a nova cobrança ao presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT), afirmando que as negociações entre Brasil e EUA não foram conduzidas com eficácia.
“Depois de muita provocação e esforço do governo brasileiro, hoje começou a valer um novo tarifaço contra o Brasil. Infelizmente, Lula cavou esse pênalti”, escreveu Bolsonaro, responsabilizando diretamente o presidente pela situação atual.
“Podem ter certeza de que, da mesma forma que mobilizei todas as minhas forças e fui de porta em porta tentando evitar isso, vou fazer o mesmo em 2027”, afirmou o pré-candidato do PL.
Bolsonaro destacou sua intenção de continuar trabalhando com a Casa Branca para revertê-lo. “Tenho plena convicção de que, no ano que vem, com um novo governo, o Brasil consegue superar essas tarifas e criar um relacionamento mais virtuoso com os Estados Unidos, com menos entraves e mais prosperidade para os brasileiros”, completou.
Contexto da nova cobrança
A decisão foi tomada pelo Escritório do Representante Comercial dos Estados Unidos (USTR), que concluiu uma investigação baseada na Seção 301 da Lei de Comércio de 1974. O governo norte-americano alega que o Brasil mantém práticas comerciais desleais em áreas como comércio digital, acesso ao mercado de etanol, políticas relacionadas ao Pix e ações de combate ao desmatamento.
A sobretaxa será aplicada a mercadorias importadas ou retiradas de armazéns para consumo a partir da data de entrada em vigor. Produtos embarcados antes dessa data ficarão isentos, desde que cheguem aos EUA até 29 de julho.
A nova tarifa será cobrada além das alíquotas de importação já existentes. Por exemplo, um produto que atualmente paga 5% de imposto passará a recolher 30% para entrar no mercado norte-americano.
Apesar do endurecimento da política comercial, Washington excluiu mais de 2,1 mil produtos da lista atingida. A medida visa minimizar impactos sobre a economia dos EUA e evitar interrupções em cadeias de suprimentos consideradas estratégicas.
- Itens isentos: carne bovina, café, laranja e suco de laranja, petróleo bruto e derivados, aeronaves civis, motores e peças para aviões, computadores, celulares, semicondutores, vacinas, insulina, fertilizantes e minério de ferro.
As autoridades brasileiras já se reuniram com setores afetados pela nova cobrança, buscando estratégias para mitigar os impactos econômicos.
Com informações da Revista Oeste

