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Flávio Bolsonaro acusa Lula de lobby para grupos criminosos em meio a debate sobre tarifas dos EUA
No cenário de tensões comerciais entre Brasil e Estados Unidos, o senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) rechaçou publicamente as declarações do presidente Luiz Inácio Lula da Silva, durante a noite desta quinta-feira, 2. Em postagem na rede social X, o parlamentar negou qualquer envolvimento com medidas que poderiam afetar a economia nacional e atribuiu a culpa ao petista pela atual crise.
Segundo Flávio, Lula é “o único interessado” na aprovação de novas tarifas impostas pelos EUA sobre produtos brasileiros. O senador acusou o presidente de adotar uma postura provocativa e de se recusar a negociar em defesa dos interesses nacionais.
Em detalhes, Bolsonaro afirmou que Lula teria realizado lobby em favor de organizações criminosas, como o Primeiro Comando da Capital (PCC) e o Comando Vermelho (CV), para evitar que fossem classificados como terroristas. O parlamentar destacou que essa postura prejudicou a imagem do Brasil no exterior.
Lula é o ÚNICO que quer o tarifaço contra produtos brasileiros.
Provocou, esbravejou, não negociou e fez lobby a favor do PCC e do Comando Vermelho para que não fossem classificados como terroristas.
Envergonhou o Brasil perante o mundo! Ignorou o sofrimento de mais de 50…— Flávio Bolsonaro (@FlavioBolsonaro) July 2, 2026
O senador também ressaltou que teria defendido a tecnologia Pix em conversas com o ex-presidente Donald Trump e Marco Rubio, secretário de Estado dos EUA, durante investigações sobre potenciais tarifas de 25% sobre produtos brasileiros. Flávio anunciou que retornará aos Estados Unidos na próxima semana para reforçar essa defesa.
“Meu pedido é simples: não imponham tarifas ao Brasil. Não punam os brasileiros pelos erros do lulopetismo”, destacou o parlamentar.
Oposição à atuação internacional do governo
Flávio Bolsonaro acusou ainda o governo Lula de prejudicar a imagem do país ao atuar, durante a gestão de Trump, para evitar a classificação de facções brasileiras como terroristas. Segundo o senador, Lula teria “ignorado o sofrimento de mais de 50 milhões de brasileiros que moram em áreas dominadas por esses narcoterroristas”.
O liberal argumentou que o presidente buscou transformar possíveis sanções internacionais em argumento político para defender a “soberania” do Brasil, uma postura que ele considera prejudicial ao interesse nacional.
Resposta de Lula e troca de acusações
O presidente Luiz Inácio Lula da Silva reagiu às declarações de Flávio Bolsonaro, afirmando que o Brasil “não está à venda” e criticando a pressão do senador para que as tarifas norte-americanas sejam adiadas até após as eleições de outubro.
Lula destacou que não há justificativa para a imposição de novas taxas, independentemente do calendário eleitoral. Sua resposta veio em meio a um documento enviado por Bolsonaro ao Escritório do Representante de Comércio dos Estados Unidos (USTR), que sugeriu o adiamento das tarifas por 180 dias.
O presidente atribuiu a origem da medida a articulações da família Bolsonaro e classificou a carta como “mais uma atitude de traidores da pátria”. “O mais absurdo é saber que a origem disso tudo foi motivada pela própria família Bolsonaro que defendeu publicamente o aumento de tarifas contra os produtos brasileiros”, afirmou.
Com informações da Revista Oeste


