Gastos eleitorais do governo Lula elevam previsão de dívida pública

Economia sob pressão: críticas ao governo Lula e ao crescimento da dívida pública

O economista Ives Gandra Martins destacou em recente artigo que a atual gestão do presidente Luiz Inácio Lula da Silva tem enfrentado desafios significativos na área fiscal, com gastos eleitoreiros que, segundo o autor, colocam em risco o ajuste econômico iniciado anteriormente. O texto ressalta que a pressão tributária e os altos juros têm levado um número recorde de empresas ao processo de recuperação judicial.

Segundo Gandra, a dívida pública do Brasil pode atingir 83,2% do PIB em 2026, caso o governo mantenha a atual política de gastos. Ele também menciona que, se os programas eleitoreiros continuarem sem controle, a previsão para 2035 é de uma dívida próxima a 99,8% do Produto Interno Bruto (PIB). Comparando com o mandato anterior, o ex-presidente Jair Bolsonaro deixou o país com uma dívida de 71%, conforme dados oficiais.

“O governo atual não está respeitando nem mesmo o arcabouço fiscal, transformando tudo em exceção”, afirma Gandra. Ele critica a forma como o Bolsa Família tem sido administrado no Brasil, destacando que o programa se tornou um meio de vida para muitos beneficiários, sem incentivo ao trabalho.

Segundo o economista, cerca de 250 mil vagas em empresas não estão sendo preenchidas devido à falta de interesse de parte da população em buscar emprego. “Muitas pessoas vivem com a ajuda do Bolsa Família, mantendo hortas e galinheiros no quintal, sem necessidade de trabalhar”, explica.

O autor também alerta sobre o impacto dos gastos descontrolados no ambiente empresarial: “Três vezes mais empresas estão sendo levadas à recuperação judicial do que era comum antes de 2023, momento em que Lula assumiu a Presidência.”

Além disso, Gandra ressalta que o Brasil enfrenta uma crise econômica generalizada. “Estamos com a economia colapsada, e qualquer governo que assumir em 2027 terá enormes desafios”, afirma. Ele aponta ainda para os impactos externos, como a instabilidade no Estreito de Ormuz e as flutuações nos preços do petróleo, fatores que agravam o cenário interno.

“Sob o pretexto de reconstruir o Estado, o atual governo federal restabeleceu uma política de aparelhamento de ministérios, estatais e autarquias, cuja única finalidade prática é garantir apoio parlamentar artificial”, destaca Gandra.

O economista defende um controle mais rigoroso do Bolsa Família, sugerindo que o programa deva ser reformulado para promover a inclusão social e não apenas servir como um mecanismo de sustento permanente. Ele também alerta sobre os riscos de continuar com políticas assistencialistas que não contribuem para o desenvolvimento econômico do país.

“Estamos sob uma pressão tributária enorme, com altos juros e uma inflação crescente”, afirma Gandra. “O Brasil está perdendo competitividade internacional enquanto a dívida pública avança sem controle.”

Segundo o economista, os desvios de conduta fiscal e a leniência com a expansão da máquina pública estão solapando a confiança internacional no país. “Isso não apenas prejudica a credibilidade do Brasil, mas também afeta a segurança jurídica necessária para atrair investimentos privados.”

Gandra conclui que, se não houver uma mudança de rumo, o governo terá que enfrentar um ajuste fiscal severo em 2027. “O cenário atual é extremamente preocupante, e os desvarios da gestão Lula na administração das contas públicas estão colocando o país em risco”, afirma.

Com informações da Revista Oeste