Trabalhadores do transporte exigem avanço na votação da MP do Frete
O governo federal intensificou, neste domingo (12), esforços para evitar uma greve generalizada entre caminhoneiros, diante do impasse no Senado sobre a Medida Provisória nº 1.343/2024, conhecida como MP do Frete. A Advocacia-Geral da União (AGU) e ministros do Planalto foram alertados sobre o risco de mobilização nacional caso a proposta não seja votada imediatamente.
A MP, editada em março, busca redefinir os critérios para o cálculo do piso mínimo do frete rodoviário e estabelecer um salário básico de R$ 5 mil para profissionais do setor. A proposta também inclui mecanismos de fiscalização mais rígidos no transporte de cargas, visando atender reivindicações históricas dos caminhoneiros.
Segundo informações obtidas pelo Metrópoles, a AGU recebeu relatórios sobre o aumento da pressão da categoria, com ameaças de paralisações em portos e rodovias. O ministro das Relações Institucionais, José Guimarães, e a ministra da Casa Civil, Miriam Belchior, também monitoram os desdobramentos, enquanto o governo avalia se há espaço para um entendimento até segunda-feira (13).
Greve ameaça setor logístico
O presidente da Associação Brasileira de Condutores de Veículos Automotores (ABRAVA), Wallace Landim, conhecido como Chorão, anunciou que caminhoneiros iniciarão uma paralisação nos portos a partir da meia-noite. Ele cobrou do presidente do Senado, Davi Alcolumbre (União-AP), uma definição clara sobre o desbloqueio da pauta.
“Não vamos aceitar que a MP caduque. Davi Alcolumbre, você foi avisado. Agora você segura”, afirmou Chorão em declarações ao portal Oeste.
A medida provisória passou pela Câmara dos Deputados no dia 17 de junho, incluindo uma cláusula que anistia multas aplicadas a caminhoneiros por bloqueios de vias após as eleições presidenciais de 2022. No entanto, o Senado ainda não definiu data para a votação final.
A proposta prevê que os novos pisos mínimos considerem custos operacionais, como combustível e manutenção dos veículos. O governo alega que a MP é essencial para evitar novos impactos ao setor logístico, já que a categoria ameaça paralisar atividades críticas ao comércio nacional.
Com a pressão crescente, o governo busca um acordo que garanta a aprovação da MP antes de novas mobilizações. O Senado, no entanto, enfrenta desafios para conciliar as demandas dos parlamentares com as exigências do setor.
Com informações da Revista Oeste


