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Brasil apresenta proposta para evitar tarifas norte-americanas
O governo federal, liderado pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva, encaminhou uma agenda de negociação aos Estados Unidos com o objetivo de evitar a imposição de tarifas adicionais de 25% sobre produtos brasileiros. A reunião entre o ministro do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços, Márcio Elias Rosa, e o representante comercial dos EUA, Jamieson Greer, ocorreu na quinta-feira (2), segundo informações do portal Poder360.
O documento apresentado pelo Brasil inclui medidas que buscam responder às preocupações norte-americanas sem comprometer políticas estratégicas para o país. Entre as propostas está a redução de tarifas de importação em aproximadamente 300 categorias, principalmente nos setores de máquinas, equipamentos, tecnologia da informação e dispositivos hospitalares. A medida seria aplicada globalmente, observando as regras da Organização Mundial do Comércio.
As equipes técnicas dos dois países se reunirão novamente na próxima semana, com uma nova rodada de negociações de alto nível prevista antes de 15 de julho. Essa data é considerada crítica, pois o governo norte-americano deve anunciar a decisão sobre a aplicação das sanções.
Entre as áreas de foco das negociações está a ampliação de garantias relacionadas ao comércio digital, tarifas preferenciais, combate à corrupção, proteção da propriedade intelectual, etanol e desmatamento ilegal. O objetivo é demonstrar que essas políticas não distorcem o comércio nem prejudicam empresas norte-americanas.
No entanto, o Brasil manteve algumas questões fora do escopo das discussões. O Pix, por exemplo, será mantido como tema inegociável. Além disso, o governo não pretende abordar temas internos, como decisões do Supremo Tribunal Federal ou assuntos ligados à família do ex-presidente Jair Bolsonaro.
O ministro Márcio Elias Rosa destacou que as conversas com os EUA têm sido “construtivas”, mas ressaltou a necessidade de mais tempo para alinhar propostas e encontrar pontos em comum. As negociações fazem parte do processo pós-encontro entre Lula e o presidente norte-americano, Donald Trump, ocorrido no dia 7 de maio.
A investigação conduzida pelos EUA baseia-se na Seção 301 da legislação norte-americana, que permite a avaliação de práticas comerciais consideradas prejudiciais aos interesses do país. A consulta pública sobre o caso brasileiro permanece aberta até 6 de julho, com audiência pública marcada para o dia seguinte e decisão final prevista para 15 de julho.
Com informações da Revista Oeste


