Governo Lula não atingiu metas em programas bilionários, afirma TCU

Análise do TCU aponta desempenho insuficiente de programas governamentais em 2025

Um relatório recente do Tribunal de Contas da União (TCU) revelou que o governo federal, liderado pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT), não atingiu as metas estabelecidas para programas prioritários em 2025. Segundo a auditoria, apenas 50,1% dos objetivos específicos e 45,1% das entregas programadas foram cumpridos no período.

O documento destacou especialmente a baixa eficiência em áreas críticas como saúde, onde a atenção primária não atingiu nenhuma meta estipulada, e o Programa de Aceleração do Crescimento (Novo PAC), que teve apenas 23,1% das metas alcançadas. O Novo PAC, uma das principais bandeiras do terceiro mandato de Lula, movimentou R$ 50 bilhões em investimentos.

Críticas ao desempenho na saúde

Na área da saúde, o relatório apontou que a atenção primária – responsável por atendimentos básicos à população – não cumpriria nenhuma das metas previstas. Já a atenção especializada, que inclui procedimentos mais complexos, atingiu apenas 20% dos objetivos específicos.

Os gastos com saúde no ano passado somaram R$ 163 bilhões, representando 63% do orçamento total destinado ao setor. Mesmo com um investimento de R$ 3,2 bilhões previsto para a expansão e reconstrução de Unidades Básicas de Saúde (UBSs), o governo entregou apenas sete das 1,8 mil unidades planejadas e nenhuma das 2,5 mil previstas para receber equipamentos.

“Esses dados evidenciam que, mesmo em áreas com elevada centralidade na agenda governamental, o alcance das metas permaneceu limitado”, afirma o TCU no relatório.

Fraquezas na infraestrutura

A área de infraestrutura também foi criticada pela falta de eficiência. O TCU destacou que novos projetos foram incluídos no orçamento sem a conclusão adequada de obras em andamento, violando o artigo 45 da Lei de Responsabilidade Fiscal (LRF). Isso aconteceu em ministérios como Cidades, Integração e Desenvolvimento Regional, além da Codevasf.

“Obras inconclusas significam recursos imobilizados, serviços públicos adiados e benefícios sociais postergados”, alertou o TCU. “Quando empreendimentos de irrigação, saneamento ou mobilidade não são concluídos, a sociedade deixa de receber o retorno esperado dos investimentos já realizados.”

Fatores que contribuíram para os resultados

O relatório identificou seis causas principais para o desempenho insuficiente do governo. Entre elas, a dependência crescente de emendas parlamentares, que atingiram R$ 50 bilhões em 2025, e a fragilidade na definição das metas. Outros fatores incluem atrasos na aprovação do orçamento, baixa capacidade técnica dos Estados e municípios, e falhas no monitoramento gerencial.

  • Fragilidade na calibragem das metas
  • Atraso na aprovação do Orçamento de 2025
  • Baixa eficiência na conversão de recursos em entregas físicas
  • Limitações técnicas dos entes subnacionais
  • Dependência crescente de emendas parlamentares
  • Falta de monitoramento gerencial eficaz

O relatório do TCU, que aprovou as contas presidenciais de Lula com ressalvas, reforça a necessidade de revisão na gestão orçamentária e na execução de programas estratégicos para o governo federal.

Com informações da Revista Oeste