Com 12 saídas e nenhuma contratação confirmada até o momento, o Hertha BSC enfrenta uma nova fase desafiadora no início da temporada. Sob a liderança de Peter Görlich, ex-diretor do Hoffenheim, o clube berlinense busca se reorganizar após um verão marcado por decisões delicadas.
O histórico do clube, tradicionalmente considerado a “Velha Senhora de Berlim”, é repleto de episódios conturbados. Desde a chegada de Lars Windhorst como investidor até a quase insolvência em 2023, o Hertha passou por momentos delicados que ainda afetam sua estrutura financeira.
Apesar da riqueza de seu passado, o clube enfrenta uma realidade atual complexa. Com apenas duas semanas para o início do campeonato contra o VfL Bochum, o Hertha é o único dos 36 clubes alemães sem nenhum reforço confirmado até agora.
Hertha BSC: ausência de reforços e desafios financeiros
A equipe já conseguiu arrecadar cerca de 25,5 milhões de euros com as saídas de jogadores como Kennet Eichhorn (9 milhões para o Leverkusen), Fabian Reese (8 milhões para o Wolfsburg), Tjark Ernst (5 milhões para o Feyenoord) e Michael Cuisance (3,5 milhões para o Lens). No entanto, esse valor ainda não foi suficiente para garantir reforços significativos.
Além disso, a equipe teve uma redução nos custos com a saída de Diego Demme (sem contrato) e Michal Karbownik (a custo zero para o Basaksehir). Mesmo assim, os adeptos ainda esperam por um elenco mais competitivo.
O técnico Stefan Leitl, que assumiu em fevereiro de 2025, afirmou recentemente: “Ainda não temos os reforços que precisamos. Espero que algo aconteça em breve, antes do início do estágio.”
As prioridades do Hertha BSC no mercado
O clube iniciou o estágio de preparação na última sexta-feira e retoma as atividades na capital na próxima semana. Segundo Leitl: “Estamos trabalhando em perfis claros. Agora cabe ao clube agir. Esperamos anunciar algo breve.”
As principais necessidades incluem um ponta de lança eficaz e um lateral-esquerdo profissional. No ataque, a lesão prolongada de Luca Schuler deixou apenas Sebastian Grönning e o jovem Niklas Hildebrandt como opções.
No setor defensivo, a situação é crítica. Atualmente, não há um lateral-esquerdo com contrato profissional no elenco. Nos treinos prévios, foi necessário recorrer ao extremo Gustav Christensen e ao jovem Mayson Grothe, que ainda joga na equipe sub-19.
Reinvenção financeira e desafios de mercado
Apesar do orçamento elevado, o Hertha precisa se reinventar para competir. Paul Seguin, um dos jogadores mais importantes da equipe, resumiu a situação: “Perdemos qualidade. Vamos tentar manter a calma.”
O diretor financeiro Ralf Huschen destacou que o clube voltará ao campeonato com um orçamento ambicioso e “capaz de alcançar o top-3”. No entanto, a pressão recai sobre o elenco para se adaptar às novas realidades.
Reestruturação sob a liderança de Peter Görlich
Peter Görlich, que assumiu a diretoria do Hertha em setembro, está conduzindo uma reorganização estratégica. Com experiência no Hoffenheim, ele busca estabelecer um processo mais holístico e claro.
“Falta-nos nitidez estrutural”, declarou Görlich na assembleia-geral de abril. Sua meta é distribuir melhor a responsabilidade entre especialistas e garantir decisões mais sólidas.
Calendário inicial do Hertha BSC
O clube enfrenta um início intenso, com desafios no campo e na gestão. A equipe precisa se preparar para partidas importantes, como o jogo contra o Bochum e a recepção ao Heidenheim.
Enquanto isso, o mercado de transferências ainda não trouxe reforços esperados. Andreas Schumacher, ex-jogador do Magdeburg, foi contratado como auxiliar técnico de Stefan Leitl.


