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FIFA President Gianni Infantino Confronts U.S. Congressional Scrutiny Over Political Ties and Ethical Allegations
O líder da FIFA, Gianni Infantino, foi oficialmente convidado a comparecer à Comissão de Justiça dos Estados Unidos para responder a acusações que envolvem sua relação com Donald Trump e práticas questionáveis da entidade. O convite surge em meio a uma investigação crescente sobre a neutralidade política da FIFA e possíveis conflitos de interesses.
Ações Políticas e Suspensão de Atleta Geram Controvérsias
O deputado Jamie Raskin, líder da oposição na comissão, solicitou a presença de Infantino em uma audiência formal, exigindo transcrição do depoimento. A investigação se baseia em eventos polêmicos ligados à Copa do Mundo, incluindo a concessão do Prêmio da Paz da FIFA ao ex-presidente norte-americano.
- Presença na Trump Tower: A FIFA aluga um espaço no 17º andar da Trump Tower em Manhattan, um valor que, segundo Raskin, supera significativamente o mercado local. O congressista questiona a justificativa para a escolha do local.
- Intervenção na Copa: Relatos indicam que Trump teria pressionado Infantino para revisar a suspensão do jogador Balogun, da seleção dos EUA, após um cartão vermelho. A FIFA afirma ter tomado a decisão de forma independente.
- Críticas Internacionais: Mais de 70 legisladores europeus exigem investigações sobre a neutralidade política da entidade. Raskin acusa a FIFA de agir para influenciar o governo Trump em questões relacionadas ao escândalo de corrupção de 2015.
Cobrança por Transparência na Venda de Ingressos
A comissão também investiga práticas de venda de ingressos da FIFA, que foram alvo de críticas de procuradores-gerais de estados norte-americanos. Raskin denuncia aumentos ilegais de preços e táticas comerciais desleais.
Divergência nas Tarifas: Apesar da promessa inicial de um limite máximo de US$ 1.550 para a final, alguns ingressos foram comercializados por até US$ 33.000. A FIFA introduziu categorias premium após a venda inicial, algo que Raskin classifica como “conduta ilegal e prejudicial ao consumidor”.
“A entidade pode transferir um ingresso comprado para uma categoria inferior sem aviso prévio”, afirma o congressista em sua carta.
Reação da Casa Branca e Riscos Futuros
A Casa Branca defendeu a Copa do Mundo de 2026, chamando os questionamentos de “futilidade” e destacando o sucesso financeiro do evento. No entanto, Raskin alerta que, caso os democratas retornem ao poder, as investigações podem se tornar mais formais.
A FIFA, que planeja a Copa Feminina de 2031 nos EUA, agora enfrenta pressões para ajustar práticas operacionais e éticas. O prazo final para fornecer informações à comissão é 9 de agosto de 2026.
Legislação e Fiscalização em Aberto
A investigação, que envolve múltiplos frentes — desde relacionamentos políticos até práticas comerciais — reforça a necessidade de transparência da FIFA. Legisladores destacam que a entidade deve demonstrar conformidade com padrões éticos globais.
Investigação aponta irregularidades na comercialização de ingressos da FIFA
A comissão da Câmara dos Deputados nos EUA está analisando práticas controversas na venda de bilhetes para eventos organizados pela FIFA, que já foram questionadas por autoridades estaduais como Nova York, Nova Jersey, Texas e Califórnia. As investigações envolvem alegações de exploração do consumidor por meio de manipulação de preços.
Segundo o deputado Jamie Raskin, o órgão internacional utilizou sua posição para “explorar torcedores” com aumentos abusivos e estratégias comerciais questionáveis. Em documentos oficiais, ele destaca que, apesar da promessa inicial de um teto máximo de US$ 1.550 para ingressos da final, alguns assentos foram oferecidos por valores próximos a US$ 33.000.
A preocupação dos legisladores recai sobre a introdução de categorias com preços elevados após a venda de milhões de bilhetes ao público. Raskin afirma que “a FIFA pode, sem qualquer critério, reclassificar ingressos para assentos inferiores em setores diferentes”, uma prática considerada ilegal e prejudicial aos consumidores.
Desafios futuros da FIFA na América do Norte
O governo dos EUA respondeu às acusações com uma nota oficial, em que o porta-voz Davis Ingle criticou Raskin como “a visão de alguém estúpido sobre inteligência”. A Casa Branca defende a Copa do Mundo de 2026 como um evento de sucesso que gerou receita recorde e experiência positiva para os fãs.
Por outro lado, fontes pró-democratas alertam que, caso os republicanos percam a maioria na Câmara durante as eleições legislativas de 2026, as investigações podem se tornar mais formais, com poderes de intimação. O próximo desafio da FIFA está relacionado à Copa do Mundo Feminina de 2031, que os EUA co-organizarão.
Enquanto isso, a comissão estabeleceu prazo para o fim de agosto de 2026 para que a entidade forneça informações solicitadas.
Pressões políticas e alianças questionáveis
Raskin formalizou um pedido à FIFA para que seu presidente, Gianni Infantino, participe de uma audiência com transcrição, respondendo sobre os laços da entidade com o governo Trump. O requerimento surge após a atribuição do Prêmio da Paz da FIFA ao ex-presidente dos EUA.
Segundo reportagens do The Athletic, a investigação também aponta para o uso de um espaço no 17º andar da Trump Tower em Nova York. Embora a FIFA afirme pagar valores compatíveis com o mercado, Raskin questiona o valor real do aluguel, estimado em US$ 600.000 anuais.
O deputado solicitou registros sobre visitas aos escritórios da entidade em Miami e Nova York, além de documentos relacionados a interações entre a FIFA e integrantes do governo Trump.
Interferência política e críticas internacionais
Um dos focos da investigação envolve a suspensão temporária do jogador Balogun durante a Copa do Mundo. Alega-se que Trump teria telefonado para Infantino para solicitar uma revisão do cartão vermelho recebido pelo atleta, o que resultou em sua liberação para a fase seguinte da competição.
Apesar das justificativas da FIFA de que a decisão foi independente, a medida gerou críticas globais. Mais de 70 legisladores europeus também exigem esclarecimentos sobre a neutralidade política da entidade, com Raskin acusando a FIFA de “tentar influenciar o governo Trump em favor de seus interesses”.
Essas pressões incluem questionamentos sobre a mudança na investigação do Departamento de Justiça sobre o escândalo de corrupção de 2015, que foi reclassificado como não prioridade.


