Prisão preventiva de seis integrantes do Instituto Rio Metrópole é determinada por juiz federal
O magistrado Marcello Rubioli, da 1ª Vara Criminal Especializada em Organização Criminosa do Rio de Janeiro, autorizou a prisão preventiva de seis pessoas associadas ao Instituto Rio Metrópole (IRM), após investigações revelarem um esquema de desvio de R$ 86,28 milhões em recursos públicos. A decisão, assinada no dia 10 de outubro, destaca o envolvimento de funcionários e gestores na prática de corrupção, lavagem de dinheiro e fraudes em licitações.
Entre os presos está Davi Perini Vermelho, ex-presidente da autarquia, que até recentemente participava ativamente de eventos oficiais. O juiz destacou a gravidade do caso ao afirmar que o IRM, criado para coordenar políticas metropolitanas em áreas como saneamento e mobilidade urbana, se transformou em “um instrumento de desvios sistemáticos”.
Segundo a denúncia apresentada pelo Grupo de Atuação Especializada do Ministério Público (Gaesf), os investigados teriam movimentado recursos em escala que “sangrou as finanças já fragilizadas do Estado”. O magistrado ressaltou que medidas cautelares são necessárias para evitar a continuidade das práticas ilícitas, afirmando: “Permanecerem em cargos poderia garantir a manutenção da engrenagem criminosa.”
Medidas de controle e novas diretrizes
Rubioli também determinou o afastamento dos denunciados de seus postos, além de exigir que o governador Ricardo Couto indique novos dirigentes para a autarquia. Os candidatos precisam possuir formação superior e experiência mínima em áreas ligadas à atuação do instituto. Para cargos específicos, serão necessários conhecimentos técnicos em saneamento básico e mobilidade urbana.
Outra providência inclui a suspensão cautelar de contratos apontados na investigação. O juiz argumentou que essa medida é essencial para prevenir futuros desvios e proteger possíveis ações judiciais de confisco. A decisão afirma que “a prisão preventiva é a única forma de evitar que os acusados continuem suas atividades criminosas em liberdade”.
A investigação do Gaesf, que durou mais de dois anos, apontou uma rede complexa de influência e corrupção. O juiz ressaltou que o esquema envolveu “apadrinhamentos, fraudes sistêmicas e uma total desorganização das finanças públicas”.
Com informações da Revista Oeste


