A Justiça de São Paulo determinou que a Polícia Judiciária investigue Mário Luiz Moreno Júnior, ex-namorado da vereadora Maria Luiza Fernandes (PL), de Mogi das Cruzes (SP). A decisão do juiz Heitor Moreira de Oliveira, do Anexo de Violência Doméstica e Familiar contra a Mulher do Foro de Mogi das Cruzes, busca apurar acusações de violência psicológica e descumprimento de medidas protetivas.
A vereadora, que tem uma medida protetiva vigente desde maio, afirma que o empresário, de 46 anos, teria agido com intenções de retaliação. A defesa de Malu Fernandes, como é conhecida a parlamentar, destaca que informações do processo, ainda sob sigilo, vazaram na imprensa de forma “confusa e seletiva”, durante o lançamento da pré-candidatura da vereadora a deputada estadual.
Entre os dados divulgados está um episódio de setembro de 2025, em que Malu teria entrado na residência do ex-namorado e danificado objetos pessoais. A parlamentar nega as acusações e argumenta que a alteração no boletim de ocorrência, feita por Moreno Júnior em maio deste ano, visa incriminá-la.
O magistrado determinou a investigação de crimes contra a honra, violência psicológica e descumprimento de medidas protetivas concedidas à vereadora. A defesa sustenta que a mudança no registro foi feita no mesmo período em que o empresário soube da medida protetiva.
A advogada Maíra Recchia, da equipe jurídica da vereadora, reforça que prazos legais para o prosseguimento de investigações dependentes de representação expiraram em março de 2026. Ela afirma que a atualização do boletim de ocorrência por Moreno Júnior pode ser uma tentativa de manipular a narrativa.
“A ocorrência, em tese, caducou em março deste ano”, afirmou Maíra. “Não poderia Mário Luiz Moreno Júnior alterar o documento em maio para incriminar Malu, que tem uma medida cautelar contra ele.”
Segundo a defesa, os vazamentos ocorreram durante o evento em que Malu lançou sua pré-candidatura, diante de mais de 500 pessoas. A advogada considera que a divulgação de matérias com “tom calunioso” no momento da exposição pública reforça a acusação de violência política de gênero.
Paralelamente, os advogados pretendem recorrer da decisão judicial que não ampliou o alcance da medida protetiva vigente. Eles também buscam impedir que Moreno Júnior compartilhe novas informações sobre a vereadora.
Com informações da Revista Oeste


