Lula e Jaques Wagner se reúnem na Bahia após investigações

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Lula e Wagner se reúnem na Bahia após investigações da PF

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva compartilha o palco com o senador Jaques Wagner na Bahia nesta quarta-feira, 1º. A agenda marca a primeira aparição pública da dupla desde que a Polícia Federal (PF) investigou o parlamentar na 9ª fase da Operação Compliance Zero, que apura irregularidades financeiras. Segundo informações, integrantes do governo tentam minimizar a crise e argumentam que ocultar a relação de décadas entre Lula e Wagner seria um desrespeito ao eleitorado.

A pressão sobre o senador intensificou-se após sua saída da liderança do governo no Senado, ocorrida no dia 24. A investigação da PF relacionada ao Banco Master gerou tensões internas dentro do PT, com a cúpula governista exigindo o afastamento de Wagner para proteger a imagem do partido e preservar os interesses eleitorais na Bahia.

Roteiro oficial inclui inaugurações e visitas técnicas

  • Inauguração do Hospital Estadual do Litoral Norte em Alagoinhas;
  • Visita a obras da ponte Salvador-Itaparica no período da tarde;
  • Solenidade no Teatro Castro Alves, na capital baiana.

O itinerário de Lula termina antes do feriado de 2 de julho, dia em que a Bahia comemora o centenário da independência nacional. A equipe presidencial justificou a ausência do presidente durante os desfiles cívicos por recomendações médicas, após sessões de radioterapia para tratar um câncer de pele na cabeça.

PF apura relação entre Wagner e ex-sócio do Banco Master

No dia 19 de junho, a PF deflagrou buscas no apartamento do senador sob suspeita de recebimento de vantagens ilegais. O inquérito da Operação Compliance Zero investiga se Wagner utilizou sua influência para beneficiar o Banco Master no Congresso Nacional. Entre os focos das apurações, está a ligação do petista com Augusto Lima, ex-sócio de Daniel Vorcaro.

Jaques Wagner confirmou o contato com o investidor, mas negou qualquer envolvimento em esquemas de corrupção. O senador assegurou que não recebeu recursos ilícitos e afirmou estar disposto a colaborar com as investigações ao entregar documentos oficiais.

Com informações da Revista Oeste