Marcos Pereira nega negociação de vaga no STF em troca do apoio

Marcos Pereira
Crédito da imagem: Diego Polachini / CC BY-SA 4.0

Presidente do Republicanos nega condicionalidade de apoio a Flávio Bolsonaro

O presidente do Partido Republicano, Marcos Pereira, afirmou publicamente que não há vínculo entre o eventual apoio da legenda ao senador e pré-candidato à Presidência, Flávio Bolsonaro (PL-RJ), e a indicação de Pereira para uma vaga no Supremo Tribunal Federal (STF). A declaração foi feita em resposta a reportagem do jornalista Lauro Jardim, que sugeriu existir um acordo tácito entre os dois lados.

Em comunicado oficial, o Republicanos reforçou que a decisão sobre alianças eleitorais será formalizada em convenção nacional, sem mencionar qualquer compromisso com o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT). A legenda também destacou que está em processo de consulta interna para avaliar as preferências dos filiados.

Segundo informações divulgadas na última sexta-feira, 10, o partido realizou uma pesquisa com a bancada paulista e planeja repetir esse tipo de reunião em outras unidades da legenda. O objetivo é mapear o apoio interno antes de tomar posição definitiva.

Conversas com Flávio consideradas inconclusivas

A nota do Republicanos afirma que as últimas conversas entre Marcos Pereira e Flávio Bolsonaro ocorreram há mais de 30 dias, sem alcançar qualquer entendimento. O partido pediu a “correção imediata” da reportagem de Jardim, considerada por ele como “absolutamente inverídica”.

O senador Rogério Marinho (PL-RN), coordenador da pré-campanha de Flávio, também rejeitou a acusação. Ele afirmou que a hipótese de uma negociação envolvendo vaga no STF “nunca foi cogitada” e destacou que as relações entre os dois lados são puramente políticas.

A convenção nacional do Republicanos, que definirá oficialmente as estratégias para as eleições, está marcada para ocorrer em Brasília. O partido não descartou a possibilidade de alianças com outros partidos, mas mantém posição firme contra qualquer apoio ao governo Lula.

Com informações da Revista Oeste