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ARIOVALDO IZAC
Adeus a Fernando Nariz, lendário zagueiro do Santos e Guarani
Fernando Nariz atuou como reserva no Santos da era dos ‘Meninos da Vila’ e conquistou o vice-campeonato brasileiro pelo Guarani em 1986.
O futebol é repleto de apelidos inspirados no físico dos jogadores, como os casos de Chico Formiga, Alfinete e Manga. Fernando Nariz, conhecido também como “Narigudo”, foi um desses exemplos.
Por ARIOVALDO IZAC
Campinas, SP, 26 (AFI) – A morte do ex-zagueiro Fernando Nariz, também conhecido como Fernando Narigudo, no dia 22 de julho passado, aos 72 anos, foi considerada uma inevitabilidade. Ele estava internado no Hospital das Clínicas de Bauru (SP) lutando contra complicações de saúde.
Sua trajetória no futebol começou no Comercial de Ribeirão Preto, em 1974, e se estendeu até 1992, quando atuou pelo Matonense. Durante esses anos, destacou-se por sua habilidade no jogo aéreo e pelo espírito de luta.
Seu segundo clube foi o Santos, onde foi reserva da lendária equipe dos ‘Meninos da Vila’, campeã paulista em 1978. Na época, apelidos baseados no físico eram comuns.
Na década de 1950, o goleiro do Fluminense, Carlos da Silva Nascimento, recebeu o apelido Vecaioludo por ter a pele lisa como tecido de veludo. Esse tipo de apelido era comum na época.
O legado dos apelidos no futebol
O goleiro Manga foi apelidado por causa do formato de sua cabeça, enquanto o volante Chico Formiga, do Santos, teve que aceitar o nome após ser chamado de ‘mosquitinho’ inicialmente.
O lateral-direito do Corinthians na década de 1980, apelidado de Alfinete, e o centroavante Picolé, de Palmeiras e Portuguesa Santista, também enfrentaram apelidos relacionados ao físico.
Outros casos emblemáticos
No início da década de 1980, o lateral-direito Edson, revelado pela Ponte Preta, foi chamado de Abobrão por causa das meias abóbora que usava no treino-peneira. Já o ponta-de-lança Rubens Feijão não se incomodava com apelidos.
A carreira de Fernando Nariz
Fernando Guisini Neto, conhecido como Fernando Nariz, nasceu em Lençóis Paulista (SP), tem 1,80m e iniciou sua carreira no Comercial de Ribeirão Preto em 1974. No ano seguinte, foi convocado pelo Santos, onde permaneceu por várias temporadas.
Durante sua trajetória, atuou em clubes do interior paulista, como o Guarani, onde foi vice-campeão brasileiro de 1986, sendo reserva de Ricardo Rocha. Após encerrar a carreira como atleta, assumiu funções de treinador em clubes do interior paulista.


