
DC avalia abandonar candidatura própria após desistência de Barbosa e impasse com Rebelo
O Democracia Cristã (DC) está reavaliando a possibilidade de lançar um candidato próprio às eleições presidenciais de 2026, em meio à desistência do ex-ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) Joaquim Barbosa e ao conflito jurídico envolvendo o ex-presidente da Câmara dos Deputados Aldo Rebelo. O presidente nacional do partido, João Caldas, afirmou que não há viabilidade concreta para a candidatura de Rebelo, apesar da batalha legal em andamento.
Segundo Caldas, o DC enfrenta desafios para montar uma campanha competitiva no cenário polarizado. “O Aldo é opção zero. Ele foi expulso, voltou por uma decisão do primeiro grau. O Aldo não está na nossa pauta”, disse ao jornal Folha de S.Paulo. O dirigente destacou que o partido precisa de alianças estratégicas e estrutura para se posicionar no debate eleitoral, algo que ainda não foi alcançado.
Enquanto isso, Joaquim Barbosa confirmou a decisão de abandonar a corrida presidencial. O ex-ministro do STF, filiado ao DC, afirmou que só consideraria uma candidatura se houvesse apoio político e infraestrutura organizacional. “Estamos atrás disso”, disse Caldas, ressaltando que o calendário de convenções partidárias, que começa em 20 de julho, ainda deixa espaço para ajustes.
Aldo Rebelo, por sua vez, continua com atividades de pré-campanha, mesmo após ter sido expulso do DC e posteriormente readmitido judicialmente. O ex-deputado visitou diversas regiões do país, incluindo o Amapá, Pará, Rondônia e Rio Grande do Sul, reafirmando a intenção de disputar a presidência. “A situação está judicializada. Fui convidado para ser pré-candidato”, afirmou, destacando que a decisão final depende da convenção partidária.
Internamente, o DC enfrenta tensões após a mudança de estratégia. O partido havia anunciado inicialmente Aldo Rebelo como pré-candidato, mas alterou os planos no meio do processo, optando por apoiar Barbosa. A expulsão e subsequente readmissão judicial de Rebelo geraram divisões dentro da legenda.
As tentativas de coligação com o PSDB também fracassaram. Os tucanos, que haviam considerado Ciro Gomes (CE) e Aécio Neves (MG), desistiram da candidatura própria em 2026, deixando o DC sem apoios estratégicos para montar uma campanha competitiva.
Com informações da Revista Oeste


