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Meta prepara nova frente no mercado de nuvem para monetizar infraestrutura de IA
A empresa tem investido bilhões em inteligência artificial e na construção de centros de dados, mas agora pode estar buscando uma forma mais imediata de gerar lucro com essa infraestrutura.
De acordo com uma reportagem da Bloomberg, divulgada nesta quarta-feira (1º de julho), a Meta está prevista uma iniciativa para oferecer serviços de nuvem, incluindo acesso à capacidade computacional e modelos de IA. A medida colocará a empresa em confronto direto com gigantes como Amazon Web Services, Google Cloud e Microsoft Azure.
Essa decisão surge semanas após a SpaceX anunciar, por meio da xAI, uma estratégia semelhante. Em meados de maio, a empresa firmou um acordo com a Anthropic para adquirir todo o poder computacional do centro de dados Colossus 1 da SpaceX. Já em seguida, assinou contratos semelhantes com Google e Reflection AI. O fato de seguir o mesmo caminho sugere que os vencedores da corrida pela IA não podem ser apenas aqueles que desenvolvem modelos avançados, mas sim quem possui uma infraestrutura física.
Esse cenário é sustentado desde que a demanda por capacidade computacional mantenha seu ritmo e os centros de dados continuem valiosos. Contudo, os críticos alertam que a corrida para expandir a infraestrutura de IA pode estar criando uma bolha dependente de chips com desvalorização acelerada, conforme apontado em um vídeo e questionado por outros analistas sobre a capacidade das empresas de IA gerar receita suficiente para aplicação de investimentos de trilhões de dólares.
Mesmo com essas preocupações, o Meta não tem desacelerado. Até o final do primeiro trimestre, a empresa assumiu um compromisso de investir US$ 182,9 bilhões em infraestrutura para IA nos próximos anos. Grandes projetos estão em andamento em Louisiana e Ohio. O projeto de Ohio, descrito por Zuckerberg como tão grande quanto Manhattan, deve ser concluído neste ano.
Diferente do Google e OpenAI, a Meta ainda não viu uma demanda significativa por seus próprios modelos de IA. A empresa não divulga separadamente as receitas geradas pela Meta AI ou pela família Llama, e os executivos enfatizam principalmente os usos internos da IA em declarações públicas. Isso pode indicar que os esforços da Meta na área ainda não representam uma fonte de receita independente significativa.
A nova linha de negócios faz parte de um projeto batizado de Metacomputaçãoliderado por Santosh Janardhan, chefe de infraestrutura; Daniel Gross, líder do Laboratório de Superinteligência da Meta; e Dina Powell McCormick, presidente da empresa.
A reportagem confirma as declarações de Zuckerberg em maio, quando afirmou que um negócio de computação em nuvem da Meta está “definitivamente na mesa” como forma de obter retorno sobre os investimentos massivos no desenvolvimento de uma “superinteligência” artificial.
TechCrunch procurou Meta para comentar, mas ainda não recebeu resposta.
Com informações do Techcrunch


