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Microsoft libera atualização de segurança record com 570 correções
A Microsoft liberou, nesta semana, uma maior quantidade de patches de segurança já registrados para sistemas Windows, Office e outras plataformas tecnológicas. A empresa atribuiu o avanço ao uso de inteligência artificial (IA) no mapeamento de falhas críticas no código.
Nesta terça-feira, a gigante da tecnologia e nuvem aplicou correções para 570 vulnerabilidades, parte do ciclo mensal conhecida como “Patch Tuesday”, uma prática consolidada por pesquisadores de segurança há anos. Entre as observações, destacam-se dois casos classificados como exploits zero-day, ou seja, falhas exploradas por hackers antes que a Microsoft fosse informada.
Um dos problemas relacionados ao Windows Server, permitindo que invasores promovam um usuário com permissões limitadas ao status de administrador do sistema. Outra brecha, no servidor de compartilhamento de arquivos SharePoint, está sendo explorado ativamente por criminosos. O Departamento de Segurança Cibernética dos EUA (CISA) alertou que a vulnerabilidade já foi usada para comprometer organizações.
Segundo o site Krebs on Security, a atualização de segurança é uma das mais importantes da história da empresa. O anúncio ocorreu uma semana após a Microsoft, em uma postagem no blog oficial, prevendo que os números de revisões mensais aumentariam significativamente, graças ao uso da IA.
“Com a IA ajudando os defensores a identificar mais problemas, os clientes verão um volume maior de atualizações de segurança em cada lançamento”, afirmou Pavan Davuluri, líder do Windows na Microsoft. A empresa explicou que modelos avançados de IA estão sendo aplicados para detectar falhas que podem ter sido permanentes inativas no código por décadas.
Partes do sistema operacional Windows datam de décadas passadas, e a automação trazida pela IA permite revisões mais rápidas e eficientes. Especialistas destacam que o avanço tecnológico está acelerando a identificação de brechas que poderiam ter sido descumpridas por tempo indeterminado.
Com informações do Techcrunch



