Ministério Público Eleitoral pede punição a Lula por propaganda antecipada

Ministério Público Eleitoral investiga Lula por propaganda antecipada

O Ministério Público Eleitoral (MPE) apontou que o presidente Luiz Inácio Lula da Silva cometeu propaganda eleitoral antecipada ao elogiar, em evento oficial do governo federal, pré-candidatas ao Senado Federal. A análise foi encaminhada pelo MPE à Procuradoria Regional Eleitoral de São Paulo.

Segundo o parecer divulgado pelo site Metrópoles, o presidente teria exaltado as qualidades de Marina Silva e Simone Tebet durante reunião pública em 19 de maio. Ambas são pré-candidatas ao Senado por São Paulo, com apoio do PT.

O líder do Movimento Brasil Livre (MBL), Renan Santos, destacou que a atitude de Lula pode criar um “precedente” para futuras condutas. Em vídeo publicado no X, ele afirmou: “Se a Justiça não punir o Lula por isso, o tom que vai dar é o seguinte: ele pode fazer mais coisas que os demais não podem fazer.”

A legislação eleitoral proíbe a realização de propaganda política fora do período oficial de campanha. O MPE considera que as declarações do presidente durante o evento tiveram “nítido caráter eleitoral”, conforme destacou a procuradora regional eleitoral Maria Cristiana Simões Amorim Ziouva.

Contexto da investigação

  • O evento ocorreu em 19 de maio, antes do início oficial da campanha eleitoral.
  • Lula citou nominalmente as ex-ministras Marina Silva e Simone Tebet.
  • Marina deixou o Ministério do Meio Ambiente em março; Tebet saiu da pasta do Planejamento.

“A fala do presidente da República tem nítido caráter eleitoral”, afirmou Maria Cristina. “Uma vez que exalta as qualidades das duas pré-candidatas ao Senado, com pedido explícito de voto, em evento oficial do governo federal.”

Processei o Lula por crimes eleitorais e o MP já deu parecer pic.twitter.com/dXAogkrGBq

— Renan Santos⬛️🟨⬜️ (@RenanSantosMBL) July 8, 2026

A investigação segue no Tribunal Regional Eleitoral de São Paulo. A defesa do presidente ainda não se manifestou publicamente sobre o parecer.



Com informações da Revista Oeste