Ministra Cármen Lúcia afirma que apenas brasileiros definem o rumo do país

Ministra Cármen Lúcia afirma que apenas brasileiros definem o rumo do país
Crédito: Wikimedia Commons / Aécio Neves from Brasília, Brasil | Licença: CC BY 2.0

Ministra do STF reafirma soberania brasileira e defende urnas eletrônicas

A ministra Cármen Lúcia, do Supremo Tribunal Federal (STF), destacou nesta segunda-feira, 27, que a democracia no Brasil deve ser definida exclusivamente pelos cidadãos, sem influência estrangeira. As declarações foram feitas durante a reunião anual da Sociedade Brasileira para o Progresso da Ciência (SBPC), em Niterói (RJ).

Em meio ao aumento das tensões diplomáticas com os Estados Unidos, Cármen Lúcia enfatizou que “somos nós que temos que falar o que é para nós, o Brasil que nós queremos”. A magistrada também reiterou a confiabilidade do sistema de votação eletrônica, respondendo a críticas recentes sobre sua segurança.

Críticas às interferências externas

A ministra ressaltou a necessidade de proteger a democracia brasileira contra tentativas de influência estrangeira. “Há que haver espaços como este […] para que ninguém queira também interferir e fragilizar a nossa democracia”, afirmou, sem mencionar diretamente o presidente dos EUA, Donald Trump.

O contexto da declaração se dá após o governo norte-americano anunciar novas tarifas sobre produtos brasileiros e a negativa de vistos a dois observadores eleitorais dos EUA que pretendiam acompanhar o processo eleitoral no país.

Defesa do sistema de urnas eletrônicas

Durante seu discurso, Cármen Lúcia reforçou que as urnas eletrônicas brasileiras são “seguras, transparentes e auditáveis”. “Antes era por um rei. Hoje o povo, pela sua mão, diz o que quer”, disse, destacando a importância do sistema eleitoral atual.

O tema voltou ao debate após o senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ), candidato à Presidência da República, afirmar que as urnas eletrônicas brasileiras têm a mesma origem das urnas da empresa venezuelana Smartmatic. O parlamentar citou um relatório da CIA e alegou que a empresa participou de um esquema de fraude nas eleições venezuelanas de 2012.

A ministra encerrou sua participação no evento reafirmando que a democracia depende da participação popular. “Cabe exclusivamente aos brasileiros definir os rumos políticos do país”, concluiu.

Com informações da Revista Oeste