
STF proíbe visita de Milei a Bolsonaro e mantém restrições por 30 dias
O ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), negou neste sábado, 18, o pedido dos advogados do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) para que o presidente da Argentina, Javier Milei, visitasse o político. A decisão reafirma a suspensão de todas as visitas ao ex-presidente por 30 dias, com exceção de profissionais de saúde e advogados.
Em despacho publicado no STF, Moraes destacou que a proibição inclui visitas com fins político-eleitorais, reforçando uma determinação anterior que já vetava encontros do tipo até o final das eleições deste ano. O magistrado argumenta que a restrição busca evitar influências externas durante o processo eleitoral.
“Julgo prejudicado o pedido, uma vez que, salvo as visitas permanentes médicas, fisioterapêuticas e dos advogados, as demais visitas estão suspensas pelo prazo de 30 (trinta) dias”, afirmou Moraes no documento oficial.
A proibição se enquadra em uma série de medidas judiciais que limitam a atividade política de Bolsonaro durante o período eleitoral. O STF já havia determinado, anteriormente, que nenhuma visita ao ex-presidente poderia ter fins relacionados a campanhas eleitorais.
A decisão gera debate sobre o equilíbrio entre direitos individuais e restrições impostas pela Justiça Eleitoral. Advogados de Bolsonaro argumentam que a proibição é excessiva, enquanto defensores da medida destacam a necessidade de evitar manipulação do processo democrático.
Com informações da Revista Oeste


