Ministro do STF Flávio Dino critica totalitarismo e reforça papel do Judiciário na defesa da Constituição
O ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) Flávio Dino publicou, neste sábado (25), uma mensagem no Instagram em que se posiciona contra o totalitarismo. Na postagem, ele vincula o regime a “realidades paralelas” e destaca o papel do Judiciário como guardião da Constituição Federal.
Segundo Dino, o totalitarismo é caracterizado pela negação total da liberdade individual, buscando a dominação absoluta por meio de propaganda enganosa, repetição de mentiras e manipulação do medo. “O totalitarismo não tolera espaços de autonomia”, afirmou o ministro.
Na mensagem, ele também aborda uma “face oculta” desse regime: a trapaça. Para Dino, os adeptos desse modelo rejeitam as regras e atacam instituições para impor suas vontades por meio de gritos ou punições fora do âmbito jurídico.
O magistrado reforçou que o Poder Judiciário deve atuar como um obstáculo intransponível para os totalitários. “É um dever constitucional estabelecer limites claros”, escreveu, destacando que a omissão diante de abusos é inconstitucional.
A publicação, acompanhada por uma imagem da bandeira do Brasil, não menciona nomes ou eventos específicos. Dino encerra sua manifestação afirmando que “o silêncio diante de abusadores é uma trapaça” e reitera que essa postura é incompatível com a Constituição.
Indicação por Lula e definição como “primeiro ministro comunista”
Flávio Dino foi indicado ao STF pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva. Durante a posse do ministro, em janeiro de 2023, o petista o chamou de “o primeiro ministro comunista do Brasil”, uma afirmação que gerou debates sobre o papel político dos integrantes do tribunal.
O conteúdo da postagem no Instagram foi compartilhado por seguidores do magistrado e viralizou nas redes sociais. A publicação não faz referência a contextos políticos atuais, mantendo-se focada em conceitos jurídicos e constitucionais.
Com informações da Revista Oeste


