Ministro do TSE suspende inelegibilidade de Crivella

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Ministro do TSE suspende inelegibilidade de Crivella para eleições de 2026

O ministro André Mendonça, do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), autorizou na terça-feira (30) o ex-prefeito do Rio de Janeiro Marcelo Crivella (Republicanos-RJ) a disputar uma vaga no Senado Federal nas eleições de 2026. A decisão suspendeu a inelegibilidade por oito anos aplicada pelo Tribunal Regional Eleitoral do Estado do Rio (TRE-RJ), que considerou o parlamentar culpado por abuso de poder político e econômico durante as eleições municipais de 2020.

Na justificativa da liminar, Mendonça destacou a proximidade do calendário eleitoral e a pendência judicial sobre o caso. O ministro argumentou que a condenação definitiva ainda não foi concluída pela Justiça Criminal, onde houve votos pela rejeição da denúncia contra Crivella por supostos recebimentos indevidos em contratos da gestão municipal.

“Diante do calendário eleitoral em curso e da identidade substancial do acervo probatório invocado, a manutenção da inelegibilidade causaria danos irreversíveis à capacidade eleitoral do requerente”, afirmou o ministro em sua decisão. Ele ressaltou que a suspensão é cautelar e não transfere conclusões penais para a esfera eleitoral.

Com a autorização, Crivella entra na disputa pelo Senado no Rio de Janeiro, onde agora há pelo menos nove pré-candidatos. Entre os principais nomes, destacam-se Benedita da Silva (PT), Pedro Paulo (PSD) e Helena Vieira (PSDB), alinhados à chapa do ex-prefeito Eduardo Paes (PSD). Na coligação do deputado estadual Douglas Ruas (PL), candidato ao governo, os nomes incluem o ex-governador Cláudio Castro (PL) e Márcio Canella (União Brasil), apesar da inelegibilidade de Castro.

Crivella, que foi prefeito do Rio entre 2017 e 2021 e já ocupou cargos no Senado Federal e na ministério da Pesca, ainda não se filiou formalmente a nenhum dos blocos eleitorais. Outra pré-candidata, Monica Benício (Psol), também atua de forma independente.

A liminar do TSE permite que Crivella participe dos processos partidários para escolha de candidaturas e do registro perante a Justiça Eleitoral, evitando que a condenação do TRE-RJ prejudique sua participação no pleito. A decisão será analisada em julgamento definitivo, mas mantém aberta a possibilidade de ele disputar o Senado em 2026.

Com informações da Revista Oeste