Ministro Moraes arquiva investigação da Abin Paralela contra Bolsonaro e Ramagem

Ministro do STF arquiva investigação sobre ‘Abin Paralela’ e encaminha casos para Justiça Federal

O ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), decidiu arquivar no dia 20 de agosto as investigações relativas ao caso “Abin Paralela”, que envolviam o ex-presidente Jair Bolsonaro e o ex-diretor da Agência Brasileira de Inteligência (Abin) Alexandre Ramagem. A decisão foi baseada na conclusão de que ambos já responderam por fatos semelhantes em processos anteriores.

Segundo o magistrado, a investigação original, que apurava o suposto uso irregular do sistema First Mile para monitorar autoridades e adversários políticos entre 2019 e 2022, não apresentou provas concretas suficientes para justificar a continuidade das apurações. Moraes também encaminhou os casos de outros envolvidos, como Marcelo Araújo Bormevet e Alessandro Moretti, à Justiça Federal, por falta de competência do STF para julgar pessoas sem foro privilegiado.

Carlos Bolsonaro responderá na primeira instância

O ex-vereador Carlos Bolsonaro, identificado pela Polícia Federal como parte do “núcleo político” da organização investigada e acusado de liderar o chamado “Gabinete do Ódio”, será julgado em primeira instância. Ele é pré-candidato ao Senado Federal pelo PL em Santa Catarina e nega as acusações.

Além dele, outros integrantes do grupo descrito como responsável pela produção de desinformação, como Daniel Ribeiro Lemos e Mateus de Carvalho Sposito, também serão processados na Justiça Federal. A PF destacou que o grupo utilizava a estrutura estatal para fins antidemocráticos.

Moraes autorizou a transferência integral das provas do caso “Abin Paralela” para o Inquérito sobre Fake News, considerando a conexão entre as atividades do “Gabinete do Ódio” e os ataques ao sistema eleitoral e ao Poder Judiciário.

Com informações da Revista Oeste