Decisão de Moraes gera críticas internas no STF
O magistrado Alexandre de Moraes, ministro do Supremo Tribunal Federal (STF), enfrenta reações contraditórias após proibir visitas entre o senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) e o ex-presidente Jair Bolsonaro. A medida, tomada em meio à campanha eleitoral de 2026, gerou discussões nos bastidores da Corte, com críticas de colegas que questionam a motivação por trás da decisão.
“A proibição de contatos entre pai e filho colocou Flávio em uma posição delicada”, afirma um juiz do STF, citado em matéria exclusiva. “Ao mesmo tempo, tirou Bolsonaro da cena política num momento crucial para a formação de alianças e definição de estratégias eleitorais.” Outros magistrados consideraram o despacho “exagerado” ou “muito precipitado”, destacando que a decisão pareceu baseada em considerações pessoais, segundo fontes próximas ao tema.
Segundo a reportagem, a proibição se deu após Flávio ler uma carta do ex-presidente, na qual Jair Bolsonaro reforça o apoio ao próprio filho como candidato à Presidência da República. “A leitura da carta gerou uma percepção de que a medida de Moraes não estava alinhada com os fatos”, diz um trecho do texto.
Investigação e pressões eleitorais
A decisão também acionou investigações sobre possíveis irregularidades em campanhas políticas, segundo informações obtidas por meio de fontes confidenciais. “Há uma percepção entre colegas que a punição foi uma forma de coibir a influência de Flávio no cenário eleitoral”, afirma um outro magistrado, que preferiu manter o anonimato.
Alguns juízes do STF, mesmo aqueles com posições críticas ao ex-presidente, questionaram a necessidade da medida. “Não se pode confundir justiça com uma rixa pessoal”, declarou um deles, segundo a matéria.
A reportagem completa, intitulada “O cerco às urnas”, está disponível no site da revista. Outros conteúdos da edição 331 exigem assinatura para acesso integral.
Com informações da Revista Oeste

