STF suspende visitas de Flávio Bolsonaro ao pai e pede esclarecimentos sobre carta pública
O ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), determinou que a Procuradoria-Geral da República (PGR) se manifeste em cinco dias sobre o possível descumprimento de uma ordem judicial por parte do ex-presidente Jair Bolsonaro. A decisão, publicada nesta quarta-feira (15), está relacionada à divulgação de uma carta escrita por ele em apoio à pré-candidatura do filho, senador Flávio Bolsonaro, à Presidência da República.
Segundo o magistrado, a investigação apura se houve violação ao decreto que proíbe ex-presidentes de usar redes sociais “direta ou indiretamente”. Moraes também suspendeu temporariamente as visitas do senador Flávio ao pai por 90 dias, como parte das medidas cautelares no processo.
Defesa afirma que carta era documento privado
A defesa de Bolsonaro apresentou esclarecimentos dentro do prazo estabelecido. Os advogados destacaram que o ex-presidente “jamais soube” da divulgação pública do texto, que foi lido por Flávio em evento e compartilhado nas redes sociais. Eles argumentam que a carta foi entregue durante uma visita autorizada, sem qualquer previsão de exposição ao público.
“Saudoso do contato com o povo… escrevo num momento de decisão para o futuro de todos nós.”
O documento, que circulou amplamente nas redes sociais, foi compartilhado pelo senador com a hashtag #CartaDeBolsonaro. A defesa reforça que o ex-presidente escreveu o manuscrito de forma legítima e mantém o compromisso de cumprir as determinações do STF.
As medidas impostas ao ex-presidente incluem proibições de usar aparelhos de comunicação e acessar redes sociais, além de restrições sobre a divulgação de manifestações pessoais por meio de terceiros. Bolsonaro cumpre prisão domiciliar humanitária desde março de 2026.
Com informações da Revista Oeste


