Moraes decreta prisão preventiva da investigada por atos de 8 de janeiro

Ministro do STF determina prisão preventiva de técnica agrícola envolvida em atos de 8 de janeiro

O ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), autorizou a prisão preventiva da técnica agrícola Taís Simone Prado Leal, investigada pela participação nos atos ocorridos em 8 de janeiro. A decisão foi publicada nesta quarta-feira, 22, após a acusada descumprir condições de vigilância e não ser localizada para instalação da tornozeleira eletrônica.

Natural de Petrolina (Pernambuco), Taís responde à investigação sobre sua atuação na Praça dos Três Poderes, em Brasília. A Secretaria de Administração Penitenciária de Pernambuco (Seap-PE) informou que não conseguiu identificar sua localização para cumprir a determinação judicial.

Revogação do acordo de não persecução penal

No início de 2024, Taís firmou um Acordo de Não Persecução Penal (ANPP) com a Procuradoria-Geral da República (PGR), reconhecendo sua permanência no acampamento em frente ao Quartel-General do Exército. No entanto, a medida foi anulada em março deste ano após a Polícia Federal obter evidências de maior envolvimento da investigada.

Dados de geolocalização do celular de Taís indicam que ela esteve presente na Esplanada dos Ministérios no dia 8 de janeiro. Além disso, vídeos encontrados pela PF mostram sua presença ao lado de manifestantes. Mensagens trocadas em 3 de janeiro também foram analisadas pelos investigadores.

Para o ministro Moraes, o descumprimento das medidas e a dificuldade de localização da acusada constituem indícios de evasão e risco à aplicação da lei penal. Esses elementos foram fundamentais para a decretação da prisão preventiva.

Com informações da Revista Oeste