Moraes ordena PF a buscar casa de Bolsonaro por divergência em armas

Ministro do STF justifica operação na casa de Bolsonaro por discrepâncias em armas

O ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), explicou que a operação da Polícia Federal (PF) na residência de Jair Bolsonaro, no dia 8 de novembro de 2023, foi motivada por divergências entre o número de armas registradas oficialmente e as entregues às autoridades. A decisão do magistrado ocorreu após uma investigação que apontou inconsistências nos dados apresentados.

Moraes manteve a prisão domiciliar humanitária concedida ao ex-presidente, mas exigiu a entrega dos equipamentos após um incidente envolvendo um segurança de Bolsonaro. O episódio quase resultou na revogação do regime aberto do político.

Entre os pontos analisados pela Justiça, destaca-se uma espingarda cuja posse foi questionada. Os advogados de Bolsonaro alegaram que o armamento nunca chegou às mãos do ex-presidente e permaneceu sob guarda da empresa importadora. No entanto, Moraes destacou que essa versão não se alinha com os registros oficiais.

“A inconsistência das informações” foi o argumento central para a autorização da PF em verificar a localização de outras armas. Durante a operação, os agentes foram ao local, mas não encontraram armas de fogo, segundo informou o advogado João Henrique.

Segundo a defesa de Bolsonaro, das dez armas mencionadas inicialmente, duas já haviam sido entregues à PF em 2023 sob determinação do Tribunal de Contas da União. As outras oito estavam guardadas no Batalhão de Polícia do Exército, em Brasília.

Com informações da Revista Oeste