Ministério da Fazenda investigado por gastos de R$7,5 milhões com computadores e mobiliário
O Ministério Público Federal (MPF) e a Controladoria-Geral da União (CGU) estão analisando aquisições no valor total de R$ 7,5 milhões realizadas pelo Ministério da Fazenda. As compras envolvem computadores, notebooks e cadeiras, e foram questionadas por meio de representações que buscam esclarecer se houve estudos técnicos que justificaram os gastos.
O deputado estadual Guto Zacarias (União Brasil-SP) apresentou uma representação formal à Procuradoria da República no Distrito Federal. No documento, ele solicita a apuração de possíveis irregularidades, destacando que parte dos servidores da Secretaria do Tesouro Nacional atua em regime de teletrabalho ou híbrido.
De acordo com os contratos, o Ministério da Fazenda adquiriu 550 computadores de mesa por R$ 3,756 milhões (R$ 6.830 unitários), 700 cadeiras de escritório por R$ 938 mil (R$ 1.340 cada) e 300 notebooks por R$ 2,844 milhões (R$ 9.480 unitários). O órgão ainda não recebeu os laptops, mas já empenhou o valor.
Na CGU, uma denúncia anônima aponta a ausência de estudos técnicos preliminares para embasar as compras. Já o MPF registrou a representação como notícia de fato e encaminhará o caso a um procurador da República em Brasília.
Em nota, o Ministério da Fazenda justificou as aquisições com base nas necessidades operacionais da Secretaria do Tesouro Nacional. A pasta explicou que os servidores utilizam sistemas críticos para a administração federal, exigindo equipamentos gerenciados mesmo em regime remoto.
Quanto às cadeiras, o ministério argumenta que o modelo híbrido de trabalho dificulta a previsão do número de funcionários presenciais diariamente. Além disso, parte do mobiliário ultrapassou a vida útil estimada de dez anos, justificando a renovação gradual.
Com informações da Revista Oeste


