PDT cogita candidaturas próprias ao Senado por sentir-se preterido em suplências

PDT cogita candidaturas próprias ao Senado por sentir-se preterido em suplências
Crédito: Wikimedia Commons / Rgb union | Licença: CC BY 3.0

Em meio à disputa por espaços na aliança de esquerda em São Paulo, o PDT expressa insatisfação ao ser preterido nas indicações de suplências ao Senado e cogita lançar candidaturas próprias. O partido, surpreendido pela escolha do vereador Djalma Nery (Psol) como suplente de Marina Silva (Rede), avalia que houve quebra de acordo entre os aliados.

O presidente nacional do PDT, Carlos Lupi, afirma que havia entendimento prévio para que a sigla indicasse os primeiros suplentes de Marina Silva e Simone Tebet (PSB), como forma de compensar a ausência de representantes na chapa majoritária. Ela conta com Márcio França (PSB) como vice de Fernando Haddad (PT).

“Logo que saiu a chapa, eu fui a todos os candidatos e direções partidárias reivindicar ao PDT as suplências”, disse Lupi. “Falei com Haddad, Marina e Simone.”

Críticas à escolha dos suplentes e tensão com aliados

Segundo o líder da sigla, a escolha do Psol para a suplência de Marina não se justifica, pois o partido já está representado na candidatura principal, ao integrar federação com a Rede.

“Quando você tem uma federação, funciona como um partido”, afirmou. “A federação Rede-Psol já tem a candidata a senadora, quer ter o suplente também? E o PT já tem o candidato ao governador, quer também o suplente?”, referindo-se a Laio Morais (PT) como suplente de Tebet. “Pelo visto, não querem o PDT na aliança”, afirmou.

O PDT mantém o apoio a Haddad na disputa pelo governo paulista, mas ameaça reavaliar o respaldo a Simone Tebet e Marina Silva, caso não haja mudança no cenário. Carlos Lupi declarou que orientou o partido a analisar juridicamente a possibilidade de lançar candidatos próprios ao Senado Federal, mesmo integrado à coligação de Haddad.

Lupi relatou ter buscado diálogo com lideranças das legendas envolvidas para protestar contra o que classificou como desvalorização do PDT. “Falei com cardeal, papa, arcebispo”, contou. “Disse a todos que estão abrindo mão do PDT, um partido que tem 46 anos e é maior nacionalmente que Rede, Psol e PSB. E por qual motivo? Aí começa a ser humilhação demais.”

Com informações da Revista Oeste