70% defendem punição de jovens infratores como adultos

Crédito da imagem: Ilustração

Novo levantamento aponta apoio crescente à punição de adolescentes infratores no Brasil

Um novo estudo do Datafolha revela que 70% da população brasileira defende que jovens infratores sejam punidos da mesma forma que adultos, um aumento em relação aos dados de 2022. A pesquisa, conduzida entre os dias 17 e 18 de junho com 2.004 eleitores a partir dos 16 anos em 139 municípios, destaca o avanço do debate no Congresso Nacional.

O projeto de lei que propõe alterações na legislação sobre maioridade penal foi aprovado na Comissão de Constituição e Justiça (CCJ) da Câmara dos Deputados. Agora, aguarda análise pelos membros da comissão de mérito. O tema ganha força no cenário eleitoral e mobiliza setores religiosos e políticos.

Divisão por grupos religiosos e eleitoriais

Entre evangélicos, 75% apoiam a punição equivalente à dos adultos, enquanto católicos têm 72% de concordância. Já os que defendem reeducação são minoria nesses grupos: 24% e 25%, respectivamente. Entre eleitores do PT, 61% favorecem punições mais severas, contra 37% que preferem abordagens educativas.

Após a pesquisa, os apoiadores de Flávio Bolsonaro (PL) mostram maior adesão: 81% defendem o tratamento judicial igual ao dos adultos. A diferença reforça o debate polarizado no país sobre a responsabilização penal de adolescentes.

Opiniões sobre uso de drogas e metodologia

No campo do consumo de substâncias ilícitas, 85% da amostra concordam com a proibição, argumentando que “a sociedade como um todo sofre com as consequências”. Apenas 13% se opõem, defendendo que “é o próprio usuário que paga o preço”.

Segundo o Datafolha, a legislação brasileira classifica atos de menores de 18 anos como infracionais, não crimes. O estudo buscou mapear comportamentos e percepções ideológicas, com margem de erro de 2 pontos percentuais para amostras de 95% de confiança.

Leia também: Artigo “Babá do Brasil” na Edição 329 da Revista Oeste

Fonte: Datafolha / Pesquisa realizada em junho de 2024

Com informações da Revista Oeste