PF prepara denúncias contra suspeitos da Operação Sem Desconto; fraude no INSS pode ter prejuízo de R$ 6,5 bilhões
A Polícia Federal (PF) está em fase final para formalizar a acusação contra os primeiros investigados da Operação Sem Desconto, que investiga um esquema de fraudes no Instituto Nacional do Seguro Social (INSS). O caso, que envolve descontos ilegais em benefícios de aposentados e pensionistas, pode ter causado prejuízo estimado em R$ 6,5 bilhões ao Estado.
De acordo com fontes da PF, o relatório inicial com os indiciamentos será enviado ao Supremo Tribunal Federal (STF). O documento deve incluir pelo menos cinco suspeitos presos desde dezembro de 2025. Eles são acusados de participar de um esquema que envolvia lavagem de dinheiro e ocultação de patrimônio.
A investigação aponta que os recursos desviados eram obtidos por meio de deduções fraudulentas em contracheques de beneficiários do INSS. A PF está analisando a atuação de empresários, ex-dirigentes de instituições e políticos ligados ao caso.
Prisões preventivas geram debate no STF
O diretor da PF responsável pelo Combate ao Crime Organizado, delegado Dennis Cali, destacou que os presos têm prioridade na elaboração do relatório. “Eles estão detidos há sete meses e a legislação exige revisão da prisão preventiva a cada 90 dias”, afirmou durante entrevista na sexta-feira (3).
Nas últimas semanas, as defesas dos investigados protocolaram pedidos ao STF para reavaliar as prisões. Os suspeitos estão detidos no Complexo da Papuda, onde são conhecidos como “Ala do INSS” por abrigarem os primeiros presos da operação.
A PF afirma que a investigação está em avançado estágio e que novas denúncias podem ser apresentadas nos próximos meses. O caso chama atenção por envolver um dos maiores esquemas de fraude já descobertos no sistema previdenciário brasileiro.
Com informações da Revista Oeste


