
Ministro do STJ investigado por importunação sexual terá alegações finais analisadas pela PGR
A Procuradoria-Geral da República (PGR) encerrou o processo administrativo disciplinar (PAD) contra o ministro do Superior Tribunal de Justiça (STJ) Marco Buzzi, após denúncias de importunação sexual. O subprocurador-geral da República, José Adônis, defendeu a aplicação da aposentadoria compulsória ao magistrado, afirmando que as provas apontam condutas incompatíveis com a ética da magistratura.
O processo, que tramita no CNJ e no STF, tem como base duas denúncias: uma de uma jovem de 18 anos, filha de amigos da família de Buzzi, que alega ter sofrido toques sem consentimento durante um banho de mar em Balneário Camboriú (SC) em janeiro deste ano; e outra de uma ex-colaboradora terceirizada do gabinete, que relata atitudes similares entre 2023 e 2025.
A defesa de Buzzi nega as acusações e apresentou laudos médicos durante a instrução do processo. Um relatório urológico indica que o magistrado sofre de disfunção erétil moderada, além de limitações físicas que exigem o uso de bengala e evitam atividades que envolvam movimentação intensa.
Os advogados do ministro argumentaram que as restrições físicas de Buzzi tornariam impossíveis os fatos narrados pela jovem no mar, enquanto no caso da ex-colaboradora, a dinâmica do ambiente de trabalho inviabilizaria os episódios descritos. No entanto, o Ministério Público Federal (MPF) rejeitou os argumentos, destacando que o laudo médico não desmente a possibilidade de condutas investigadas.
O médico responsável pelo relatório afirmou em depoimento que as limitações físicas de Buzzi não impedem sua locomoção e que as provas apresentadas pela jovem são coerentes e consistentes. O processo seguirá para julgamento no plenário do CNJ após a análise das alegações finais da defesa.
Com informações da Revista Oeste


