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Força Espacial dos EUA Testa Capacidade de Reconhecimento com Startups em Missão Espacial Inédita
A crescente necessidade de monitoramento espacial por parte da Força Espacial dos Estados Unidos está levando a uma parceria inusitada: duas empresas privadas, True Anomaly e Rocket Lab, realizaram recentemente uma missão complexa que simula situações críticas em um ambiente orbital. A operação batizada de Victus Haze envolve o próximo encontro entre dois satélites, com uma das naves capturando imagens do outro — um exercício que se aproxima do nível técnico descrito em filmes como Arma superior.
O desafio principal da missão foi a identificação de um satélite oponente em órbita e suas especificações detalhadas. Segundo Even Rogers, CEO da True Anomaly e ex-oficial militar, “os lançamentos de capacidades espaciais para China e Rússia impedem que a Força Espacial compreenda plenamente suas ameaças. Atualmente, há lacunas verificadas em nossa capacidade de coleta de dados”.
A operação foi realizada em junho, com Rocket Lab lançando um satélite chamado Puma dentro de 16 horas e 42 minutos após uma notificação, algo incomum para o setor. Enquanto isso, uma nave da True Anomaly, chamada Jackal, aguardava na órbita para interceptar o alvo. Utilizando sensores a bordo, o Chacal localizou o Puma a 2.000 km de distância e realizou manobras próximas ao satélite, capturando imagens construídas de diferentes partes da nave.
Rogers destacou que, “fora das missões com humanos da NASA ou da Força Espacial, essa é provavelmente a operação de aproximação mais complexa entre dois veículos espaciais na história moderna”. A velocidade dos satélites em órbita — cerca de 17.500 mph — torna o encontro uma tarefa extremamente delicada.
As empresas planejam esforços futuros com dificuldades crescentes, incluindo a possibilidade de o Puma tentar se esconder e realizar manobras de inspeção por si mesmo. A True Anomaly, fundada em 2022 com apoio de ex-especialistas militares, busca desenvolver tanto hardware quanto software para atender aos novos desafios da Força Espacial desde sua criação em 2019.
Segundo Seth Winterroth, sócio da Eclipse Ventures e membro do conselho da True Anomaly, o diferencial da empresa está em “uma compreensão profunda das táticas e doutrinas aplicáveis ao domínio espacial”. Com mais de US$ 1 bilhão arrecadados até agora, incluindo uma rodada de US$ 650 milhões em março, a startup pretende competir por contratos dentro do programa Andromeda da Força Espacial, que investe US$ 6,2 bilhões em reconhecimento móvel.
“A experiência operacional é fundamental para se destacar nesses contratos”, afirma Rogers. A missão de junho marcou um passo importante na realização do plano estratégico da empresa, que visa ampliar a capacidade de inspeção orbital com tecnologia privada.
Com informações do Techcrunch



