Preocupações com qualidade do ar geram tensão antes da final da Copa do Mundo 2026
A deterioração da qualidade do ar no leste dos Estados Unidos, provocada por fumaça de incêndios florestais canadenses, colocou em xeque a realização da final da Copa do Mundo de 2026 entre Argentina e Espanha. O presidente Donald Trump atribuiu o cenário ao governo de Ottawa, acusando-o de negligência no manejo florestal.
As cidades de Nova York e Nova Jersey estão sob alerta por conta da camada de fumaça que cobre a região, incluindo o estádio MetLife, local escolhido para a partida. O ar poluído, segundo dados do Serviço Meteorológico Nacional, pode voltar a piorar antes da chegada das tempestades previstas para o fim de semana.
Em uma postagem na plataforma Truth Social, Trump afirmou que os Estados Unidos estão “sendo expostos a um ar perigoso e inaceitável” e anunciou intenções de dialogar com o primeiro-ministro canadense, Mark Carney. Ele ameaçou impor novas tarifas sobre produtos canadenses por falta de ações preventivas contra os incêndios.
A ministra da Gestão de Emergências do Canadá, Eleanor Olshivsky, respondeu que o país investiu 12 bilhões de dólares desde 2020 em programas de prevenção e combate a focos de fogo. Ela destacou a colaboração histórica com os EUA no controle de desastres ambientais.
De acordo com o Centro Conjunto Canadense de Combate a Incêndios Florestais, há atualmente 950 incêndios ativos no país, muitos dos quais não controlados. Em território norte-americano, Detroit lidera a lista das cidades mais poluídas do mundo, segundo o índice da IQAir, com Washington e Chicago também afetadas.
A situação gerou preocupações sobre a saúde dos torcedores e jogadores que participarão da final ao ar livre. A névoa amarelada que cobriu Nova York nos últimos dias já obscureceu marcos de Manhattan, reforçando as dúvidas sobre a realização do evento.
Apesar da melhora temporária no índice de poluição, autoridades alertam para o risco de retorno da fumaça densa. A disputa entre Argentina e Espanha será um desafio não apenas para os atletas, mas também para a gestão ambiental em um momento crítico.
Balugon revela os bastidores da decisão mais estranha da Copa do Mundo de 2026: “Achei que fosse uma piada”!


