
Ponte Preta sofre novo transfer ban da FIFA por dívida com Luis Haquin
A Ponte Preta enfrenta mais uma barreira no mercado de transferências após a FIFA aplicar nova punição ao clube. O bloqueio, relacionado a uma dívida pendente com o zagueiro boliviano Luis Haquin, impede a inscrição de novos atletas em competições nacionais e internacionais.
Sanção da FIFA por débito com jogador
O clube foi condenado a pagar R$ 227.777,75 ao defensor boliviano após uma decisão da Câmara Disciplinar da entidade. A diretoria da Macaca realizou o pagamento da primeira parcela do acordo, mas deixou de honrar a segunda, resultando na nova punição.
A pendência remonta a valores não quitados durante a passagem de Haquin pelo clube na temporada de 2024. O jogador, que defendeu a Macaca em 13 partidas, atualmente atua no Al-Tai, da Arábia Saudita, e é capitão da seleção boliviana.
Crise financeira e outras punições
A nova sanção se soma a restrições anteriores impostas pela FIFA. Desde maio de 2026, o clube convive com bloqueios decorrentes do descumprimento de um acordo coletivo para quitar uma dívida estimada em R$ 18 milhões envolvendo jogadores, treinadores e intermediários.
Em 2025, a Ponte Preta também enfrentou transfer bans, que só foram suspensos antes do Campeonato Paulista. Na época, o clube teve que iniciar a competição com atletas das categorias de base, inscrevendo reforços apenas na quarta rodada.
O cenário financeiro da equipe se agravou com atrasos salariais, ações trabalhistas e dificuldades para cumprir compromissos com credores. Esses problemas tiveram impacto direto no desempenho esportivo: rebaixada no Paulista de 2026 e encerrando o primeiro turno da Série B na última colocação, com apenas oito pontos.
Impacto no elenco e futuro
A falta de reforços dificulta a recuperação do time. Com mais de 99% de probabilidade de queda para a Série C, a Ponte Preta enfrenta desafios para se reorganizar no mercado de transferências, especialmente com o novo bloqueio da FIFA.
De acordo com o contrato entre a Ponte e o clube boliviano Bolívar, a FIFA é a instância responsável por resolver litígios envolvendo Haquin. A entidade reconheceu apenas parte do débito inicialmente cobrado pelo jogador, que chegava a R$ 500 mil.
A diretoria da Macaca agora deve acelerar negociações para quitar a dívida e evitar novas punições. O desafio é grande, considerando o histórico de crises financeiras que prejudicam a continuidade do clube.


