Segredo por trás da longevidade de Messi e Cristiano no futebol

Idade avançada no futebol: como a medicina e o treinamento transformaram a carreira dos jogadores

Um novo cenário se desenha no universo do futebol profissional, onde atletas com mais de 35 anos estão cada vez mais presentes nas principais ligas. A evolução dos métodos de preparação física, aliada a avanços na medicina esportiva e nutrição, tem permitido que jogadores prolonguem suas carreiras por décadas.

Segundo Christopher Oyola, diretor médico do Getafe, essa transformação está ligada à consciência dos atletas sobre a saúde. “A nutrição é um fator determinante. Hoje, dificilmente vemos jogadores com excesso de peso”, afirma em entrevista ao jornal espanhol «AS». O especialista ressalta que os atletas modernos são mais preparados fisicamente do que seus antecessores.

“Antes, um jogador como Maradona não precisava de uma estrutura tão complexa para se manter em forma. Hoje, a medicina esportiva é essencial”, completa Oyola. Ele destaca os avanços no departamento médico dos clubes, que passaram de equipes com poucos profissionais para equipes especializadas com até 15 membros.

Avanços tecnológicos e científicos

  • Uso de suplementos como magnésio e creatina;
  • Análises periódicas para detectar deficiências nutricionais;
  • Técnicas como imagem térmica para monitorar fadiga muscular;
  • Fisioterapia avançada, incluindo ondas de choque, ressonância magnética e câmaras de pressão.

Esses recursos, segundo Oyola, ajudam a reduzir a oxidação celular, melhorar a oxigenação muscular e acelerar a recuperação. Isso transforma os balneários modernos em “laboratórios” de alta tecnologia.

Exemplos no cenário internacional

A lista de estrelas com mais de 35 anos inclui nomes como Cristiano Ronaldo (41), Luka Modric (40), Lionel Messi (39) e Kevin De Bruyne (35). No Mundial de 2026, oito jogadores com 40 anos ou mais foram convocados, destacando-se Craig Gordon (43), Ronaldo e Manuel Neuer.

Para contextualizar, nenhum jogador com 40 ou mais anos participou do Mundial entre 1930 e 1978. O recorde histórico, porém, pertence a Horace Harry Lowe, que atuou aos 48 anos pela Real Sociedad em 1935.

Legado na La Liga

No futebol espanhol, o fenômeno é visível. Joaquín Sánchez, com 41 anos, foi o mais velho a jogar na liga, enquanto Raúl Albiol (39) e Pepe Reina (42) ainda atuam regularmente. Santi Cazorla (41) e Adrián (39), recentemente aposentados, são exemplos de carreiras prolongadas.

Jogadores como Iago Aspas (38), que renovou contrato com o Celta Vigo, e Juan Carlos (38), que continuará no Girona até 2027, reforçam a tendência. Mesmo fora das ligas, nomes como José Luis Morales ainda se recusam a encerrar suas trajetórias.

Conclusão

A combinação de cuidados médicos, treinamento personalizado e nutrição estratégica está redefinindo os limites da carreira futebolística. O futuro mostra que atletas idosos continuarão a ser protagonistas, transformando o esporte em uma arena de longevidade e desempenho.