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Senador Jaques Wagner é vaiado durante desfile em Salvador; PF investiga esquema no Banco Master
O senador Jacques Wagner (PT-BA) foi alvo de protestos e vaias durante o desfile do 2 de Julho, em Salvador, na quinta-feira, 2. Manifestantes exibiram cartazes com a frase “Jaques Master”, associando o parlamentar ao ex-banqueiro Daniel Vorcaro, investigado pela Polícia Federal (PF) em uma operação que apura esquemas de fraudes no Banco Master.
A investigação, batizada de Operação Compliance Zero, deflagrada em novembro de 2025, visa apurar crimes como lavagem de dinheiro, corrupção e cooptação de agentes públicos. Entre as ações da PF estão buscas em imóveis ligados ao senador, que teria recebido um apartamento avaliado em R$ 2,45 milhões de Augusto Lima, ex-sócio do banco.
Segundo a PF, Wagner também seria acusado de atuar para favorecer o Banco Master na tramitação da chamada “Emenda Master”, vinculada ao Fundo Garantidor de Créditos. O senador confirmou ter relação pessoal com Lima, mas nega qualquer envolvimento no esquema financeiro.
Contexto da Operação Compliance Zero
A operação foi iniciada após uma investigação do Ministério Público Federal, que apontava irregularidades em Certificados de Depósito Bancário emitidos pelo Banco Master. Na primeira fase, a PF prendeu Vorcaro e outros seis investigados, bloqueando mais de R$ 5,7 bilhões em bens.
Em junho de 2026, a operação entrou na nona fase, com novas buscas em endereços ligados ao senador. O caso está sob segredo de Justiça no Supremo Tribunal Federal, e Wagner deixou o cargo de líder do governo no Senado para se dedicar à defesa jurídica.
A defesa do petista nega qualquer atuação em favor do banco, destacando que a relação com Augusto Lima é pessoal e não envolve negócios da instituição. Wagner também admitiu ter usado aviões privados de Lima para deslocamentos particulares.
Com informações da Revista Oeste


