Ministro critica tarifas dos EUA e defende governo Lula
O ministro-chefe da Secretaria de Comunicação Social da Presidência da República, Sidônio Palmeira, manifestou forte descontentamento com a aplicação de uma tarifa adicional de 25% imposta pelos Estados Unidos sobre produtos brasileiros. A medida entrou em vigor na madrugada desta quarta-feira, 22 de julho de 2026.
“Não existe base jurídica ou econômica para esse aumento”, afirmou Sidônio durante um evento no Grupo Bandeirantes de Comunicação, em São Paulo. A declaração foi feita à reportagem da Revista Oeste, que destacou a postura do governo brasileiro frente ao novo tributo.
Apesar da crítica, o ministro ressaltou o esforço do governo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva nas negociações com os Estados Unidos. “Foram mais de 30 reuniões estratégicas”, destacou Sidônio. No entanto, não comentou a ausência de representantes brasileiros nas audiências realizadas no início deste mês pelo Escritório do Representante Comercial dos EUA (USTR).
Diferente da postura do governo federal, o senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ), pré-candidato à Presidência, participou das audiências e solicitou a suspensão das tarifas. “Ele buscou dialogar diretamente com os norte-americanos”, explicou um assessório do parlamentar.
Sidônio confirmou que as conversas com o governo norte-americano continuam para evitar a aplicação das tarifas. No entanto, reforçou que o presidente Lula não negociará questões ligadas à soberania nacional ou ao Pix, sistema de pagamento implementado no Brasil em 2020 sob a gestão do Banco Central.
Defesa da transparência e negação de imposição de sigilos
O ministro elogiou o estilo de comunicação do presidente Lula. “Ele acerta mais do que erra”, disse, em referência ao gesto do petista de mostrar o dedo do meio durante um discurso oficial no Palácio do Planalto. Para Sidônio, o ato foi “muito pequeno”.
Em relação a acusações de imposição de sigilos, o chefe da Secom negou categoricamente. “Não há informações sob sigilo”, afirmou. “Nossa prioridade é a transparência.”
No entanto, documentos oficiais mostram que o governo Lula impôs sigilo em ao menos três ocasiões este ano:
- parecer do veto ao Projeto de Lei da Dosimetria (jan/2026);
- cartas enviadas ao presidente (mar/2026); e
- processos de autorização para operações de apostas esportivas, as bets, com sigilo por cem anos (jun/2026).
Em meio a esses episódios, o ministro reforçou que o governo federal segue comprometido com a abertura e a clareza na gestão pública.
Com informações da Revista Oeste

