Sóstenes diz que operação da PF é cortina de fumaça

Crédito da imagem: Ilustrativo/Gerado por IA

Operação Galho Fraco II gera polêmica com acusações de desvio de verbas parlamentares

No dia 1º de outubro, a Polícia Federal (PF) iniciou a terceira fase da Operação Rent a Car, batizada como Galho Fraco II. A ação envolveu cumprimento de mandados de busca e apreensão em cidades do Distrito Federal, Goiás e Minas Gerais. Entre os alvos estão pessoas ligadas ao deputado federal Sóstenes Cavalcante (PL-RJ), que não é investigado nessa etapa.

Segundo a PF, a operação busca aprofundar a investigação sobre um possível esquema de desvio de recursos da cota parlamentar. Os agentes estão apurando crimes como peculato, lavagem de dinheiro e organização criminosa. Há suspeitas de que provas tenham sido ocultadas ou alteradas para dar aparência legal à movimentação financeira.

Reação do parlamentar: “É mais do mesmo”

O líder da oposição na Câmara, Sóstenes Cavalcante (PL-RJ), classificou a nova fase da operação como uma “tática para desviar atenção” da investigação sobre o senador Jaques Wagner (PT-BA). Em declarações públicas, ele afirmou que não há novidades relevantes no processo.

“Não há detalhe novo. É apenas requentar o mesmo conteúdo e tentar inventar informações que não existem”, destacou Sóstenes. O parlamentar ressaltou que os investigadores não encontraram elementos inéditos para sustentar as acusações contra ele.

Contrato de veículo e provas apresentadas

O deputado defendeu-se ao apontar o contrato de locação de um Toyota Corolla como comprovação de uso legítimo dos recursos da cota parlamentar. Ele mostrou registros de um assalto envolvendo o veículo e um boletim de ocorrência sobre um acidente sofrido enquanto dirigia o carro.

“Se estou utilizando o objeto do contrato, não há como lavar esse dinheiro”, argumentou Sóstenes em entrevista. “As provas materiais demonstram que essa investigação, com o tempo, ficará nula por falta de fundamentação.”

Denial de irregularidades

O parlamentar negou qualquer desvio de recursos da cota parlamentar e afirmou que mantém rigor na prestação de contas. Ele destacou que até comprovantes individuais de abastecimento de combustível são guardados para evitar questionamentos.

As investigações continuam em andamento, com a PF apurando detalhes sobre o suposto esquema envolvendo contratos de locação de veículos. A operação Galho Fraco II é parte da terceira fase da Operação Rent a Car, que investiga irregularidades na utilização de verbas parlamentares.

Com informações da Revista Oeste