Suíça critica arbitragem após cartão vermelho polêmico na Copa do Mundo

Breel Embolo
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Suécia acusa VAR de “destruir” jogo após eliminação na Copa do Mundo

O desempenho do VAR em um jogo decisivo da Copa do Mundo gerou forte reação entre os suíços, que acusaram a tecnologia de ter prejudicado a partida contra a Argentina nas quartas de final. A seleção europeia foi eliminada após uma polêmica expulsão de Breel Embolo, que ocorreu em decorrência de uma revisão do sistema por “confusão de identidade”.

Yakin chama decisão de “incompreensível”

O técnico da Suíça, Yakin, expressou frustração com a arbitragem após a derrota por 3 a 1 na prorrogação. Com o time empatado e em ascensão no segundo tempo, a expulsão de Embolo forçou a equipe a jogar com dez jogadores por mais de uma hora contra os campeões mundiais.

“Essa decisão é simplesmente inaceitável. Entendo que o árbitro será protegido, mas essa regra transformou o jogo em algo injusto”, afirmou Yakin após a partida. O treinador destacou que a aplicação da norma alterou radicalmente o desfecho do confronto: “Foi uma mudança decisiva. Acredito que essa regra não tem lugar no futebol. Introduzir algo assim foi desnecessário e doloroso para todos.”

Críticas à arbitragem ecoam entre jogadores suíços

A polêmica começou com a atuação de João Pinheiro, árbitro português que inicialmente advertiu Leandro Paredes por uma falta em Embolo. No entanto, após uma análise do VAR, Guillermo Pacheco Larios concluiu que o atacante suíço havia simulado a infração, anulando o cartão amarelo para Paredes e expulsando Embolo.

O meio-campista Remo Freuler não economizou elogios à arbitragem: “Foi um desastre. Não consigo entender por que o árbitro foi chamado para uma situação tão banal. Há muitas faltas assim no primeiro tempo, mas ele só reagiu a essa. O VAR deve ser usado para decisões fundamentais, não para situações como esta.”

Embolo sai em lágrimas após expulsão

O atacante foi visto chorando ao deixar o campo, enquanto o banco de reservas da Suíça reagiu com raiva à decisão. Embolo precisou ser acompanhado pelos companheiros até o vestiário após a expulsão.

Yakin explicou o impacto emocional no atacante: “Ele está devastado. Não pôde contribuir para o time hoje, e isso nos magoa profundamente. Foi um erro do árbitro. Não havia motivo para dar aquele cartão amarelo. A situação era inofensiva.”

Explicação sobre a regra da IFAB

A nova interpretação da IFAB ampliou o conceito de “confusão de identidade”, permitindo que o VAR intervenha quando um jogador é punido por uma falta simulada. A regra foi aplicada pela segunda vez no torneio, após um caso semelhante envolvendo Tim Ream e Miguel Almiron.

Apesar da defesa da FIFA, a Suíça insiste que a aplicação da norma foi injusta. A vantagem numérica da Argentina se provou decisiva na prorrogação, com gols de Julián Álvarez e Lautaro Martínez garantindo a vaga nas semifinais.

“Essa regra não tem nada a ver com o futebol. Introduzi-la foi desnecessário”, repetiu Yakin, ressaltando o sentimento de injustiça que permeia a campanha suíça no continente americano.

Decisão polêmica do VAR muda rumo da partida na Copa do Mundo

O técnico da Suíça, Yakin, criticou com veemência a arbitragem após a eliminação por penaltis diante da Argentina. A decisão do árbitro português João Pinheiro, que expulsou o atacante Embolo por uma simulação de falta, foi considerada “incompreensível” pelo comandante suíço. O episódio ocorreu durante a prorrogação, quando a equipe sul-americana venceu por 2 a 0 e avançou às semifinais.

Nova interpretação da IFAB gera polêmica no torneio

A FIFA adotou uma nova regra para o VAR antes da Copa do Mundo, ampliando a definição de “identidade equivocada”. Antes usada apenas quando um cartão era aplicado ao jogador errado, a atualização permite que o sistema revise situações em que um atleta é punido por uma infração cometida pelo adversário, como simulações. A aplicação da regra foi notada pela segunda vez no torneio, depois de um caso envolvendo Tim Ream (EUA) e Miguel Almiron (Paraguai).

A Suíça, porém, questiona a eficácia da medida. O técnico Yakin afirmou que “essa regra não tem relação com o futebol” e destacou que “o erro do árbitro deu origem a uma decisão desastrosa”. A vantagem numérica da Argentina, após a expulsão de Embolo, foi decisiva para o resultado final.

Críticas diretas de jogadores suíços

O meio-campista Remo Freuler chamou a arbitragem de “desastre”, questionando o papel do VAR na decisão. “O árbitro não entende como é feito um jogo? Por que ele está aqui se há tantas faltas no primeiro tempo?”, disse, defendendo que “deixar o árbitro fazer seu trabalho seria melhor”.

O episódio começou quando Pinheiro mostrou cartão amarelo ao argentino Leandro Paredes por uma falta em Embolo. Após análise do VAR, o auxiliar Guillermo Pacheco Larios recomendou revisão, concluindo que a infração havia sido simulada. O cartão foi anulado e aplicado à suíça, resultando no segundo amarelo e expulsão de Embolo.

Embalos emocionais no vestiário suíço

Embolo deixou o campo em lágrimas após a saída. O atacante era uma das principais referências da equipe, mas foi afastado por conta da nova interpretação do VAR. Yakin descreveu o momento como “extremamente doloroso”, destacando que “não havia motivo para o cartão amarelo inicial” e que a decisão “magou tanto o jogador quanto a equipe”.

A delegação suíça continua insatisfeita com a arbitragem, mesmo após a garantia da FIFA de que os protocolos estão sendo seguidos. Para Yakin, a regra é “desnecessária” e afirma que “o futebol não precisa disso”. A derrota foi sentida como um golpe emocional, com o técnico repetindo que “a partida foi destruída por uma decisão incompreensível”.