Tabata busca avançar PL da Misoginia antes do recesso parlamentar

PL da Misoginia enfrenta impasse antes do recesso legislativo

A deputada federal Tabata Amaral (PSB-SP), relatora do Projeto de Lei da Misoginia no Grupo de Trabalho da Câmara, intensificou conversas para acelerar a tramitação da proposta antes do início do recesso parlamentar. No entanto, o impasse entre as bancadas continua impedindo um consenso sobre o texto.

Após reuniões com líderes partidários, integrantes da bancada feminina e representantes do governo, Tabata reconheceu que a redação ainda está em discussão. “Novas sugestões foram apresentadas ao relatório”, afirmou durante coletiva de imprensa.

“O texto que estamos elaborando não é o ideal para todos, mas é o mais viável nesse momento”, disse a parlamentar. Ela destacou que as negociações envolveram conversas com diferentes grupos políticos para minimizar resistências. “Foram inúmeras reuniões com bancadas temáticas e partidos, sempre com o objetivo de ouvir perspectivas diversas.”

“Não existe narrativa, eleição ou fake news que tenha um peso maior do que a vida de uma mulher”, afirmou. “Estamos aqui porque as mulheres cansaram de sofrer com desigualdades e violências.”

Novas demandas reforçam o desafio

Apesar das conversas ao longo de dois meses, a relatora admitiu que novos pontos foram levantados durante as negociações da terça-feira (14). “Foram apresentadas demandas adicionais, e por isso estou me dirigindo ao Planalto”, afirmou. A parlamentar não detalhou os temas, mas disse que uma definição deve ocorrer até o final do dia.

A deputada destacou que o texto segue em negociação com diversos setores: “Preciso dialogar com senadores, partidos de esquerda e direita, além da bancada evangélica, para construir um consenso.”

No entanto, interlocutores da Casa avaliam que o cenário permanece incerto. Mesmo com a possibilidade de votação na quarta-feira (15), especialistas consideram difícil a aprovação antes do recesso legislativo, devido à falta de acordo sobre a redação final.

“O texto que apresentei não é o dos meus sonhos, mas é o possível para avançarmos nesse momento”, ressaltou Tabata. “Precisamos pautar esse projeto, independentemente das divergências.”

Com informações da Revista Oeste