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TCU lança plataforma para rastrear aplicação de emendas parlamentares
O Tribunal de Contas da União (TCU) inaugurou, nesta quarta-feira (2), uma nova ferramenta digital chamada Painel de Acompanhamento da Execução de Emendas. A plataforma centraliza informações sobre a destinação e aplicação das emendas parlamentares desde 2021. O lançamento ocorre no cumprimento de uma determinação do ministro Flávio Dino, do Supremo Tribunal Federal (STF), durante investigações relacionadas às chamadas Emendas Pix.
Segundo o TCU, a iniciativa visa aumentar a transparência e a rastreabilidade dos recursos públicos. A ferramenta permite consultas por parlamentar, município beneficiado, modalidade de emenda e estágio da execução orçamentária. São Paulo recebeu R$ 3,4 bilhões em emendas, enquanto o Distrito Federal teve R$ 2,2 bilhões destinados a projetos.
O tribunal apresentou o projeto ao STF em outubro de 2025. Em maio deste ano, Dino exigiu atualizações sobre o progresso do sistema e fixou o prazo de 2 de julho para o TCU comprovar a operacionalidade total da plataforma.
Dados revelam distribuição de recursos
De acordo com os dados divulgados, entre 2021 e 2026, São Paulo foi o município com maior volume de recursos via emendas parlamentares, totalizando R$ 3,4 bilhões. Brasília aparece como segunda colocada, com R$ 2,2 bilhões.
Em 2026, a Comissão de Assuntos Sociais (CAS) foi a maior autora de emendas no período, destinando R$ 1,2 bilhão a Estados e municípios. Já o presidente da Câmara dos Deputados, Hugo Motta (Republicanos-PB), teve emendas empenhadas desde 2023 somando R$ 139 milhões, com Patos (PB) como local mais beneficiado, recebendo R$ 9,8 milhões.
O presidente do Senado Federal, Davi Alcolumbre (União-AP), empenhou R$ 260,4 milhões no mesmo período. Deste total, R$ 28,9 milhões foram direcionados a Santana (AP), segunda maior cidade do Amazonas.
Entre os senadores, Giordano (PP-SP) destacou-se como o que mais destinou recursos em emendas neste ciclo de mandato. Desde 2023, ele alocou R$ 260 milhões para municípios paulistas, com Osasco (SP) recebendo cerca de R$ 83 milhões.
Com informações da Revista Oeste


